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Publicado em 01/07/2016 às 11h14
Memórias Memoráveis do Futsal


JOSÉ LUIZ BEDNARSKI

A saga do Jacareí Futsal no Campeonato Paulista não findou semana passada. Ainda restava a última rodada, que ganharia contornos dramáticos. Para se classificar à segunda fase do torneio, os jacareienses precisavam vencer a forte equipe de São José dos Campos na casa do adversário e ainda torcer por um empate entre Bauru e São Caetano do Sul.

A perspectiva de final feliz era bastante reduzida. Todavia, como sou um entusiasta incorrigível do desporto de nossa cidade, fui ao jogo e, de quebra, levei Costela como companhia. Ele não costuma dar muita sorte, porém entende mais de artimanhas futebolísticas que Casagrande, PVC e Neto juntos.

Era mais uma noturna quarta-feira de inverno. O estômago de Costela e a arquibancada do Tênis Clube estavam praticamente vazios. A atmosfera joseense pareceu um pouco mais profissional que a afonsina. A entrada é paga, o ginásio tem lanchonete, há uma banca improvisada para venda de produtos do time e uma camiseta é sorteada no intervalo.

Enquanto para os visitantes o jogo era de vida ou morte, São José já estava classificado e jogava apenas para cumprir tabela. Entretanto, ao início da partida, supreendentemente, o quinteto da casa veio pra cima. Em resposta, Jacareí adotou a mesma estratégia do Supermercado Villarreal - fechou-se em definitivo.
Como esforçado comentarista esportivo, fiz da arquibancada meu escritório.

Espalhei planilhas de resultados, revisei as fichas dos jogadores, analisei almanaques de estatística, sobrepunha transparências com desenhos táticos e ligava a cada cinco minutos para a capnomante, tentando adiantar algum prognóstico. Os borborigmos de Costela, contudo, minavam minha concentração.

O primeiro tempo foi um massacre. Jacareí não conseguiu passar do meio-campo e o zero no placar só foi garantido graças às defesas milagrosas do nosso famigerado quíper Pezão. Como se não bastasse ser um paredão, ele ainda fazia saídas de bola com efeito e exímia maestria. No intervalo, o professor cometeu um equívoco inescusável. Sacou Pezão do time. Logo de cara, São José vazou nossa meta. Mesmo assim, os afonsinos doravante até que jogaram bem.

Decerto só não empataram por causa do Costela, que é um baita pé-frio.

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Coluna assinada pelo Promotor de Justiça da Cidadania, José Luiz Bednarski. Uma abordagem apartidária, com discussão aberta dos assuntos de interesse geral; o amadurecimento paulatino da cidadania, a força da população em diálogo com órgãos independentes representativos, como MP, Defensoria Pública e outras instituições criadas ou fortalecidas a partir daConstituição de 1988.


E-mail do autor: joseluizbednarski@gmail.com
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