Nora Ephron roteirizou a história, baseada no livro onde narra a sua vida conjugal com o 2º marido, o jornalista Carl Bernstein.
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Nos primeiros 15 minutos de 'A Difícil Arte de Amar' (Pluto TV), cuja estreia completou 4 décadas em 25/7, os personagens de Jack Nicholson e Meryl Streep se conhecem, têm a 1ª noite de amor, se casam, compram casa e ela engravida. Claro, são 15 minutos de cinema, o que equivale à quantidade de tempo que o diretor desejar. No caso, Mike Nichols, um dos grandes do século passado.
Anna, pesquisadora de Inteligência Artificial, acorda numa manhã e percebe que seu apartamento está repleto de água.
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Ao ver a propaganda do coreano 'A Grande Inundação' (2025) na Netflix eu, que gosto de filmes-catástrofe, me empolguei. Convidei a esposa, que também aprecia este estilo. A primeira metade foi triunfal. Anna, pesquisadora de Inteligência Artificial, viúva recente, acorda numa manhã e percebe que seu apartamento (mora num andar alto), localizado num conjunto de prédios de 30 andares cada, está repleto de água. Ao espiar pela janela, vê a hecatombe: a água está subindo depressa. A enchente rapidamente chegará à sua moradia.
O roteirista é filho de Kate, Joe Anders, que escreveu a história aos 19 anos quando frequentou curso de script numa escola inglesa.
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Em 2025 Kate Winslet chegou aos 50 e dirigiu seu 1º longa-metragem: 'Adeus, June' (Netflix), que estreou perto do Natal. As filmagens, no Reino Unido, começaram em 17/3. Duraram 35 dias. Com equipe reduzida e orçamento limitado, a ex-'Titanic', também produtora da obra, força para emocionar o público com um drama familiar inspirado na morte da própria mãe, em 2017, de câncer. O roteirista é filho de Kate, Joe Anders, que escreveu a história aos 19 anos quando frequentou curso de script numa escola inglesa.
Lá atrás, só os melhores vingavam e venciam, por mérito, como deve ser. A concorrência era gigantesca.
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A festa do Oscar hoje é um porre, vide as últimas 10/15 edições. Discursos lacradores, premiações por cotas (mesmo se a atuação do ator/atriz for um desastre), filmes-porcaria 'engajados' etc. Mas há até 25/30 anos não era assim. Lá atrás, só os melhores vingavam e venciam, por mérito, como deve ser. A concorrência era gigantesca. Peguemos o caso exatamente de 2001. 'Uma Mente Brilhante', cinebiografia do matemático esquizofrênico John Nash (ganhador do Nobel em 1994), é arrebatador, impecável.
A narrativa tem entrevistas com ativistas, ex-funcionários públicos, especialistas, como Michael Shellenberger e Mike Benz.
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O documentário 'Complexo de Deus: A Ascenção da Máquina de Censura Americana' (2025, Brasil Paralelo) é mais um soco no estômago que temos de encarar. Primeira obra do BP lançada internacionalmente, investiga, desta vez, como agências governamentais e empresas tecnológicas se uniram para, de forma ditatorial, com pretexto da segurança e 'combate à desinformação' (fake news), controlar discurso público nos EUA e como tal malignidade se espalhou pelo mundo. Chamando as coisas pelos nomes: censura, cerceamento a opiniões, prisões ilegais, banimento de perfis de redes sociais, desmonetização de conteúdo na internet. Soa familiar a nós, brasileiros, não? Em pleno século 21, voltamos à Idade Média.
A história mostra Adam, estudante com esquizofrenia paranoica acompanhada de alucinações que testa nova droga.
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Peculiaridade de 'Palavras nas Paredes do Banheiro' (2020, youtube): foi dos primeiros filmes a entrar em cartaz após lockdowns da pandemia. Teve ampla distribuição a partir de 21/8/2020. Por suposto, a arrecadação financeira despencou – não atingiu US$ 1 milhão. Bem dirigido pelo alemão Thor Freudenthal ('Diário de um Banana', 2010, 'Pearcy Jackson', 2013) e roteirizado por Nick Naveda, teve como base o livro homônimo de Julia Walton.
O documentário 'Tetra: Acreditar de Novo' (Netflix, estreou há 15 dias) narra a saga do time canarinho rumo à taça.
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Em tempos de Copa, quem tem título é rei. Em 1994, o brasileiro estava há 24 anos esperando o caneco. Veio, todos sabem, após a disputa de pênaltis contra a Itália no Mundial dos EUA. O documentário 'Tetra: Acreditar de Novo' (Netflix, estreou há 15 dias) narra a saga do time canarinho rumo à taça.
Suspirei fundo, tentei conter a emoção. Logo comecei a comparar com a fita de outrora (atualmente considerada 'cult') e o desenho na Globo.
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A 2ª adaptação do desenho 'He-Man' aos cinemas (a 1ª foi há quase 40 anos, escrevi sobre ela 2 meses atrás, nesta coluna) estreou semana passada. Nela, o Príncipe Adam (Nicholas Galitzine) trabalha nos Recursos Humanos de uma empresa (!). Adora tentar convencer as pessoas pelo papo, mesmo que seja furado. À minha tristeza (mas não surpresa), o personagem está moldado, tem um amigo gay: a patota sinalizadora de virtude agradece. Ele está à procura da 'Espada de Grayskull', objeto que perdeu ao vir à Terra ainda criança após o vilão invadir Etérnia e aprisionar toda a população, inclusive seus pais, reis de lá. Adam é igual à animação da minha infância (exibida no 'Xou da Xuxa'): desajeitado, tapado, sem sucesso com mulheres.
Adestrar Miranda (que tem espécie de 'anjo-demônio' que fala o que ela pode ou não dizer aos outros) fez a bruxa perder personalidade
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Sempre digo: refilmar ou continuar um sucesso de público-crítica pode estragar o produto original. 'O Diabo Veste Prada 2', ainda nos cinemas, confirma minha tese: atores, personagens, moda, estilo, cenas engraçadas continuam. O que não tem da obra de 20 anos atrás: iconicidade, diálogos mordazes, feições irônicas, e, óbvio, respostas ferinas de Miranda Priestly (Meryl Streep) às investidas de Andy Sachs (Anne Hathaway), ex-estagiária e atual jornalista premiada, agora não tão ingênua. Miranda, nesta nova 'aventura', está 'domesticada', digamos assim.
Dormindo, Harper balbucia algo sobre a grana, aos ouvidos atentos de Powell. Liberado após 30 dias, o pastor vai à caça.
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Charles Laughton, ator de qualidade excepcional, teve apenas uma experiência como diretor: 'O Mensageiro do Diabo' (1955, Prime). História baseada em fatos, adaptada no livro 'A Noite do Caçador' (1953, título original, em inglês), mostra Powell, chamado de 'pregador' (espécie de pastor de igreja), assassino de viúvas, sempre em busca do dinheiro das pobres donzelas. Ao ser preso por dirigir carro roubado, fica na mesma cela de Harper, condenado à forca por roubar US$ 10 mil do banco.
Recomendo o fofo 'Caramelo' (2025, Netflix), com João Vitti. Ele é Pedro, jovem cozinheiro, que um dia acha o tal cão perto do restaurante onde trabalha.
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Se você procura algum entretenimento rápido e que sairá satisfeito quando terminar, sem precisar pensar demais, ou forçar a mente em tramas rocambolescas, recomendo o fofo 'Caramelo' (2025, Netflix), com João Vitti. Ele é Pedro, jovem cozinheiro, que um dia acha o tal cão perto do restaurante onde trabalha.
Trata-se, ao meu ver, de longa-metragem que Allen picotou em 6 partes, fingindo entregar a encomenda que o streaming havia lhe pedido.
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Com seu viciante dramalhão gago, Woody Allen afirmou em entrevistas ter se arrependido 'do fundo da alma' de ter aceitado o convite da Amazon, em 2015, para que bolasse uma série – falou em 'erro catastrófico'. 'Crise em Seis Cenas', lançado 1 ano depois, não é na verdade daquelas típicas sitcoms americanas, com risadas ao fundo (claque) quando alguma piada sem sal é solta.
Darcy tirou o 'Lopes' e usou somente o Cazarré na carreira. Déa estreou na telona numa produção que marcou época.
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Darcy conheceu Jandyra fazendo dupla com ela no teatro. Ela vinha de Pernambuco (nascera em Quipapá, 180 km de Recife) e, chegando ao Rio, entrou numa companhia artística. Ele, de Pelotas, veio tentar a sorte no Sudeste. Ator, produtor, radialista, trabalhara em filmes, peças. Na vida pública, Jandyra Berard Câmara virou Déa Selva. Darcy tirou o 'Lopes' e usou somente o Cazarré na carreira. Déa estreou na telona numa produção que marcou época: 'Ganga Bruta' (1933), de Humberto Mauro. Até meados da década de 1950 participou de 10 longas e muitas peças.
O faro aos bons negócios estava já presente em sua vida desde criança, ao vender pirulitos em circos.
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Se semana passada coloquei o adjetivo 'fenômeno' em Collor, a mesma palavra uso com Carlos Massa, o Ratinho. No documentário 'Ratinho Sem Filtro' (2025, +SBT, 3 episódios), a biografia do comunicador é contada pelos depoimentos de familiares e amigos. "De 1994 a 2004 juntei 1 bilhão de Reais" – a revelação de Ratinho nada tem de prepotente. Apenas atesta que o faro aos bons negócios estava já presente em sua vida desde criança, ao vender pirulitos quando circos faziam temporadas em Jandaia do Sul (Paraná), onde passou a infância pobre.
Num intervalo de dez anos (1979-89) vai de Prefeito de Maceió a Presidente. Jânio, com trajetória igualmente meteórica, levou 4 anos a mais.
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Ao assistir ao documentário 'O Caçador de Marajás' (2025, Globoplay, 7 episódios) montei o quebra-cabeça da história de Fernando Collor, o playboy que vira político – num intervalo de dez anos (1979-89) vai de Prefeito de Maceió a Presidente. Jânio, com trajetória igualmente meteórica, levou 4 anos a mais (1947-61), de vereador de SP a Presidente. No caminho de Fernando havia Pedro, irmão 3 anos mais moço. Ciúme, inveja, deslumbramento, lascívia, megalomania, arrogância, petulância, teimosia permearam a estrada de ambos. Casos de corrupção, que começaram a pipocar com 6 meses de governo, acreditem se quiser, foram 'peixe pequeno' perto das confusões que envolviam, sobretudo, controle das empresas de comunicação da família (jornal, rádio, TV).
O artigo abordará o longa-metragem de 1987, de mesmo nome. Hoje cult, o filme, na época, juntou azar, desgraça.
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Está previsto aos próximos meses o lançamento de 'Mestres do Universo', contando a história do herói que marcou a minha geração: He-Man. Crianças dos anos 80 obrigatoriamente assistiam ao desenho exibido no 'Xou da Xuxa' – Adam, príncipe de Etérnia, tímido, se transformava ao sentir o perigo. Brandia a espada e gritava: 'Eu tenho a força!'. Não comentarei a fita que está por vir. Nem a vi ainda.
Dirigido Don Bluth, expert em animações de conto-de-fadas, 'Fievel' marcou uma geração de crianças e adultos.
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É claro que quando vi 'Fievel: Um Conto Americano' (1986) a 1ª vez, boiei bonito. Eu devia ter uns 10 anos quando me deparei com a história da família de ratos judeus que foge da Rússia rumo aos EUA, "onde há liberdade e não há gatos". Não entendi nada. Dias atrás assisti à fita de novo. Compreendi, aí sim, a alegoria dos judeus que escapam da perseguição em busca de melhorias.
Senti falta do lado místico – em entrevistas, Chico declarava ser médium, disse crer em discos voadores, extraterrestres.
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Temi, vendo os 5 episódios do documentário 'Chico Anysio: Um Homem à Procura de um Personagem' (2025, Globoplay), que o diretor-roteirista, Bruno Mazzeo, tivesse incutido lacração politicamente correta, omitido fatos relevantes do protagonista. Senti falta do lado místico – em entrevistas, Chico declarava ser médium, disse crer em discos voadores, extraterrestres. Esperei sentado o aprofundamento do dom de compositor – o 'Hino ao Músico', que ao longo das décadas era o prefixo dos programas, só surge na abertura, com outro arranjo.