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Publicado em 29/06/2015 às 14h05
‘Um Bonde Chamado Desejo’


RODRIGO ROMERO

O dramaturgo Tennesse Williams tinha 35 anos quando escreveu a famosa peça de teatro 'Um Bonde Chamado Desejo'. Era 1947 e o elenco chamou a atenção dos produtores de cinema. Foi em 1950 a filmagem do longa adaptado na história e os atores foram praticamente os mesmos. Elia Kazan dirigiu e o quarteto formado por Marlon Brando, Vivien Leigh, Kim Hunter e Karl Malden deu à fita, lançada no ano seguinte, traços de épico. O drama foi um sucesso estrondoso e abocanhou 4 Oscars -3 ao cast (Leigh, Hunter e Malden) e direção de arte. Brando conquistou a indicação apenas.

Nessas idiotices da dublagem, o filme mudou de nome por aqui. 'Uma Rua Chamada Pecado' teve contraindicações e foi exibido com cortes por possuir cenas de 'alta tensão'. Mas para a década de 1950 você pode imaginar o que eram tais sequências. Na trama, Leigh é Blanche. Mulher madura, mas não assumidamente como tal, ela vai até a casa da irmã Stella (Hunter) em busca de abrigo. Sem perspectiva (é alcoólatra, foi expulsa da cidade por seduzir um menor e se esconde atrás duma faceta de cultura e bem vivência), Blanche tem de lidar com Stanley (Brando), o marido grosseiro de Stella.

'Uma Rua Chamada Pecado' preenche todos os requisitos do bom filme. Elia Kazan esbanja a conhecida categoria e sua direção é espetacular, com detalhes que só quem viu a película sabe. 'A Luz é Para Todos' (1947) tinha sido o filme de Kazan antes. De Brando, era somente o segundo trabalho.

Ao lado de 'A Malvada', 'Crepúsculo dos Deuses' (ambos de 50), 'Quem tem Medo de Virginia Woolf?' (1966) e 'O que Terá Acontecido a Baby Jane?' (1962), 'Uma Rua Chamada Pecado' está nas listas das maiores obras produzidas pelo cinema. O Instituto dos Filmes Americanos o elegeu como o 47º melhor da história, dentre os 100. Leigh, ganhadora do Oscar em 1940 por '... E o Vento Levou' interpretou a personagem em Londres. Jessica Tandy faria o papel, mas por questões de bilheteria, por Leigh estar na crista da onda, optou-se por ela.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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