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Publicado em 02/02/2018 às 14h44
Oldman – Churchill


RODRIGO ROMERO

Ao ver 'O Espião que Sabia Demais' (2011) me peguei a certa altura na atividade da abstração. Como aquele ator, Gary Oldman, conseguia tão magnificamente penetrar na mente do espectador daquela maneira, onde a tensão predominava e o trabalho denso da obra era a combinação de atitudes planas do personagem de Goldman com o ambiente escuro da trama?

Comecei a pesquisar sobre a carreira dele. Fora 'O Espião que Sabia Demais', havia assistido apenas aos filmes novos do 'Batman' (2008-2012), no papel do Comissário Gordon. Havia visto 'Drácula de Bram Stocker' (1992), e só depois eu percebi que Goldman estava na pele do personagem-título. Já para 'O Destino de uma Nação' (2017), que estreou semana passada, fui mais preparado e sabedor do que observaria na telona.

Saí da sala carregado de boas conclusões. Favorito para ganhar o Oscar de melhor ator em 2018, Gary Oldman mostra os motivos pelos quais as pessoas falam isso. Seu Winston Churchill é de uma sumptuosidade de arrebatar o cinéfilo mais descrente. O andar, o falar, os gestos, os olhares, até a respiração...

Tudo ali coaduna com o semblante dum senhor de 66 anos, em 1940, que está prestes a 'carregar o mundo nas costas', como diz a ele a esposa Clemmie. A fita, dirigida por Joe Wright ('Anna Karenina', 2012), exibe os primeiros dias do Primeiro-Ministro inglês assim que topa o cargo, em meio ao caos que as pessoas notam passar o planeta com a Segunda Guerra, aí com 8 meses de batalhas.

A biografia dele, Churchill, é das mais lidas da Terra. Morreu em 1965, aos 90 anos, e muitos o consideram o principal responsável pelo começo da derrota de Hitler e Mussolini. O líder nazista tinha medo do inglês, para se ter uma ideia. E Wright nos mostra, com roteiro de Anthony McCarten ('A Teoria de Tudo', 2014), um W.Churchill apreensivo e inquietante sobre os rumos a tomar.

Exemplo: abrir o jogo à população acerca das sucessivas derrotas dos grupos britânico e francês aos alemães? Oldman se apresenta com tal polidez, primor em frente às câmeras, que senti vontade de me curvar às palavras de seu Churchill e reverenciá-lo, como certeiro ouvinte de seus discursos tocantes, avassaladores. A terminar, aplaudo a interpretação de Ronald Pickup, como Neville Chamberlain, antecessor de Churchill. Duração: 125 minutos. Cotação: ótimo.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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