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Publicado em 13/11/2020 às 15h09
Milagre chinfrim


RODRIGO ROMERO

Você pode até tentar procurar, mas dificilmente encontrará alguém que tenha passado ileso, sem derramar uma única lágrima sequer, ao assistir ao 'Milagre da Cela 7' (2019, Netflix). A história é sobre a relação de amor entre Memo e a filha Ova. Ele, pastor de ovelhas na Turquia, tem dificuldades intelectuais e a sua idade mental é praticamente a mesma da menina. A dupla mora numa casinha com a avó dele.

A vida que levam é normal, até Memo ser injustamente acusado de assassinar uma garota, filha do militar de patente alta do governo. Forçado a assinar a confissão, o pastor aguarda na cadeia a sentença: condenação à morte por enforcamento. Na prisão, é espancado e divide opiniões.

Enquanto isso, Ova vai investigar uma preciosa dica dada pelo pai momentos antes de ser capturado. Descobre entre as montanhas um desertor do exército que pode provar a inocência de Memo. A testemunha some, porém depois reaparece e é morta, numa sequência que faz lembrar outra bem semelhante, do ótimo 'Um Sonho de Liberdade' (1994). 'Milagre da Cela 7' é refilmagem do longa-metragem coreano de mesmo nome, de 2013.

É óbvio que Aras Bulut e Nisa Sofiya, intérpretes respectivamente de pai e filha, têm empatia junto ao espectador e cativam sem precisar fazer força. Por outro lado, tanto a direção de Mehmet Öztekin como o roteiro de Özge Efendioglu e Kubilay Tat deixam a desejar por serem bastante irresolutos e desarranjados.

Há a questão crucial que envolve um dos prisioneiros que não é bem explicada e alguns poderão terminar de ver a fita com a cara de 'ué?!'. O blocked ainda peca porque opta por uma conclusão simultaneamente absurda e meio chinfrim, se considerarmos o todo da obra.

Claro que as lágrimas que citei no início deste artigo são verdadeiras e enxergar futilidade nesta reação é ser frio. Mas existe o outro lado da moeda e de forma taxativa 'Milagre da Cela 7' é um filme pretensioso e imperfeito. Deparar-se com as atuações de Aras e Nisa podem bastar, entretanto, para que você se contagia por este dramalhão. Duração: 132 minutos. Cotação: bom.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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