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Publicado em 05/02/2021 às 15h16
A vida na clandestinidade


JOSÉ LUIZ BEDNARSKI

Na semana passada, este espaço de texto tratou da utilização do elemento indígena como instrumento de difusão dos conceitos marxistas no ambiente escolar, desde tenra idade do alunato, por parte dos dirigentes pedagógicos e professorado militante.

Infelizmente, enterrou-se o Tesouro da Juventude e vivemos a Era das apostilas, do conhecimento de orelhada, dos conceitos rasos, da visão superficial, das pesquisas de internet, da aversão aos clássicos expressa em versões facilitadas.

O professor deveria ser um orientador na busca pelo aprendizado, mas o sistema mediocriza o corpo discente com conceitos duvidosamente acadêmicos. Aulas expositivas são consideradas hora de estudo e a visão oficial nelas divulgada não está lá para ser contrariada. 

Não se pode afirmar - considera-se preconceito imperialista - que o índio vivia na Idade da Pedra e que o Descobrimento da América representou o primeiro contato com civilização mais adiantada tecnologicamente (Idade do Metal e já avançando para Era Industrial).

Suaviza-se nas apostilas e nas aulas a natureza beligerante das tribos selvagens. Ou o uso deliberado do verbo ocultar também seja adequado para matar a sede dos ideólogos revolucionários. Ou talvez reine o desconhecimento dos testemunhos escritos pelos padres jesuítas da época.

A versão de pouco rigor histórico da troca de riquezas naturais por colares e bijuterias é uma falácia que menospreza as condições de vida dos nossos ancestrais selvagens. O facão, as lanças de metal, a pólvora e o uso ígneo do espelho foram de grande valia aos guerreiros.

Mais que qualquer genocídio, os verdadeiros genocidas escondem a verdade inevitável e principal: o álcool europeu atraiu boa parte dos índios para as povoações, outra parte foi convertida pelas vitais lições do Evangelho. Enfim, o sangue silvícola se espalhou, miscigenou-se com o desbravador.

A aventura cristã pelo Novo Mundo também trouxe prejuízo aos caucasianos. O índio legou ao mundo um dos maiores flagelos da Humanidade - o vício do fumo. O tabagismo mata milhões de pessoas anualmente, o que pouco é ressalvado nas cátedras.

Por tempo indeterminado, com pandemia e escola partidária, a verdade histórica e as pessoas estão se acostumando cada vez mais a viverem clandestinamente. 

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Coluna assinada pelo Promotor de Justiça da Cidadania, José Luiz Bednarski. Uma abordagem apartidária, com discussão aberta dos assuntos de interesse geral; o amadurecimento paulatino da cidadania, a força da população em diálogo com órgãos independentes representativos, como MP, Defensoria Pública e outras instituições criadas ou fortalecidas a partir daConstituição de 1988.


E-mail do autor: joseluizbednarski@gmail.com
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