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Publicado em 10/06/2019 às 07h46
São Paulo tenta aumentar cobertura com campanha de vacinação contra febre amarela
A Redação / Governo de SP
Arquivo/PMJ
Arquivo/PMJ
Vacinação acontece entre 10 de junho e 12 de julho; finalidade é aumentar a cobertura vacinal em todo o território

A Secretaria de Estado da Saúde inicia nesta segunda-feira (10), uma campanha de vacinação contra febre amarela em todo o território paulista. A estratégia organizada pela pasta visa aumentar a cobertura vacinal, que atualmente é de 71,6% em SP.

No dia 29 de junho, também ocorrerá o ‘Dia D’ de vacinação, quando os postos funcionarão também no sábado, das 8h às 17h. A campanha seguirá até o dia 12 de julho

Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído e transplantados. Não há indicação de imunização para grávidas, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticóides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

BALANÇO
Todo o território já tem recomendação da vacinação contra a febre amarela, devido à circulação do vírus silvestre. Nos dois últimos anos (2017-2018), mais de 21 milhões de pessoas foram vacinadas contra febre amarela em SP, número três vezes maior que o total de doses aplicadas na década anterior – 7 milhões de pessoas foram imunizadas entre 2006 e 2016.

Em 2019, até 3 de junho, houve 66 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado e 12 deles evoluíram para óbitos. Do total de casos, 94% têm como local provável de infecção (LPI) municípios do Vale do Ribeira. Um caso foi registrado na região de Campinas, no município de Serra Negra e outros três casos na região de Sorocaba, nos municípios de Ribeira, Apiaí e Ribeirão Branco.

Com relação às epizootias (morte ou adoecimento de primatas não humanos), neste ano, 14 macacos tiveram confirmação da doença.

No ano de 2018, foram confirmados 504 casos autóctones em várias regiões do Estado; destes, 176 evoluíram para o óbito. Também foram registradas 261 epizootias.

Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

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