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Publicado em 05/11/2012 às 18h11
Quem espera e quem age
A redação / Diário de Jacareí

Acompanhamos, com uma mistura de preocupação e paranoia, a onda de violência que aflige a capital paulista. Na silenciosa guerra entre facções criminosas e o Poder Público, que sobe o rodapé das páginas de jornais, emissoras de rádio e de televisão, cresce em fogo brando o círculo de desconfiança e medo, que nos leva para as grades nas portas, leis do silêncio e intolerância.

Longe da capital e de seus problemas, Jacareí experimenta, ao seu modo, uma dose desse problema. Um rápido retrospecto às páginas policiais demonstra que o embate entre a lei e o crime vem se tornando cada vez mais forte, e a sensação de insegurança vem aumentando a cada dia, como podemos constatar nesta edição do Diário de Jacareí.

Dos furtos em bairros periféricos ao descarado consumo de drogas na região central; da morte de jovens, que mal saíram da adolescência, à audácia de ladrões em invadirem uma indústria e levarem caixas eletrônicos - em todos os casos, é nítida a sensação de desamparo.

O problema não pode e não deve ser atribuído unicamente aos ombros dos homens e mulheres da Lei, dadas às limitações encontradas por policiais civis e militares em todos os municípios do país. Entretanto, torna-se difícil conviver e aceitar pacificamente essas ocorrências, e encarar o fato de que vivemos em um estado constante de temor.

A responsabilidade pela construção social da segurança pública nasce do esforço conjunto das autoridades policiais e da população. No campo das teorias, a cooperação do cidadão com a autoridade funcionaria como fator de confiança e de eficiência. Mas, ainda somos reféns das ‘leis paralelas’ dos senhores do crime, que prosperaram em um meio que foi abandonado pelo Poder Público por anos. Somos reféns do medo de denunciar um crime por sabermos que não haverá garantias de respostas.

Hoje, faz-se necessário, em primeira-hora, romper com o círculo de apatia e de desconfiança no que diz respeito à Segurança Pública. Da mesma forma que as polícias esperam que a população contribua para a solução de crimes, o cidadão comum (e inocente) espera mais atitude de quem comanda. Não dá pra conceber que criminosos possam agir no centro e nos bairros, ou a poucos metros do Plantão Policial e do Batalhão de Polícia Militar.

E, enquanto se espera por algo concreto no combate a esses marginais, a criminalidade, infelizmente, vem avançando a passos largos.

É a nossa opinião.

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