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Publicado em 06/09/2013 às 18h12
Por uma nova atitude cívica
A redação / Diário de Jacareí

O dia sete de setembro é uma das datas significativas da construção do patriotismo e do sentimento de orgulho para o Brasil e para os brasileiros. Porém, o comportamento de grande parte dos cidadãos tem sido de algum descaso. Trata-se de um processo de esquecimento e vergonha de sermos o que somos, destruindo o sentimento de patriotismo, que representa os vínculos afetivos à essência de um povo, isto é, à sua tradição.

Este esvaziamento de identificação com a Pátria é um processo histórico e coletivo que possui diversas origens, mas sua principal razão está fundamentada no modelo cultural globalizado a partir do término da segunda guerra mundial e o fim da potência socialista soviética.

A padronização do modo de pensar e agir imposta pela indústria cultural ultrapassou todas as fronteiras nacionais e fragmentou aquilo que unia e identificava os indivíduos às suas origens. Tal como os indivíduos, cada sociedade possui sua identidade, seu ‘eu’, e suas patologias também podem são ‘transmitidas’ para a coletividade, através do processo sócio-histórico.

Mas o que a perda de identidade dos indivíduos com Pátria tem a ver com isso? Tudo. Ser patriota é possuir vínculo afetivo com a tradição. Mas como estabelecer afeto por um país que não respeita as leis e não pune aqueles que prejudicam a coletividade?

Não apenas a cultura de massa possui interferência direta nesse processo de perda de identidade, como também o sentimento de indignação cada vez mais crescente por parte da população diante dos atos nada patrióticos de seus representantes em cada uma das esferas do poder. É sofrido ter afeto por algo que repudiamos ou reprimimos.

E este ‘amor bandido’, que habita o inconsciente coletivo brasileiro, é forçado a encarar a si próprio, todos os anos no dia sete de setembro. Como se fosse obrigado a olhar no espelho e ficar diante de si mesmo, enxergar as mazelas que o consomem e logo cerrar as pálpebras e desviar os olhos para outro ponto que não o incomode.

No entanto, é diante da crise que surgem as oportunidades e as mudanças. Mais do que uma crise de identidade, o Brasil vive uma crise de valores. Civismo não é saber cantar o Hino Nacional ou abanar a bandeira verde e amarela em um desfile militar.

O civismo é construído a cada dia, através das relações cotidianas do caráter, dentro e fora de casa. O respeito ao outro, às diferenças, ao bom uso do espaço comum e do patrimônio público são valores que não se aprendem nos livros.

Que antes de pintar o rosto ou vestir as cores da bandeira, as pessoas reflitam sobre a data não apenas como um evento histórico, mas principalmente sobre a responsabilidade de cada um na construção de uma nova atitude cívica.

É a nossa opinião.

 

 

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