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Publicado em 11/04/2014 às 16h46
Pagando a conta
A redação / Diário de Jacareí

Todo homem público deveria ter por princípio a lisura transparente de seus atos, pois os mesmos são fiscalizados e se não estiverem isentos de qualquer suspeita, poderão render muitos desgostos e até comprometer toda a sua carreira política.

Quando um político assume um cargo, no qual sua função é a de gestor público, toda transparência não apenas é aconselhável, como fundamental, pois qualquer descuido pode ter um custo muito alto, tanto para ele como para os cofres públicos.

Nos tempos atuais, não é mais tolerável o amadorismo; se faz necessário um profissionalismo exemplar; não há mais espaço para tropeços ingênuos; não dá para ficar cambaleando como se fosse um aventureiro etílico. No mercado, é quase um estatuto afirmar que quem não tem competência, não se estabelece.  Mas, isso é para as leis de mercado, pois no campo político não é bem assim que o jogo é muitas vezes encarado, pois os casos que beiram ao absurdo são bem mais comuns do que se imagina por este país afora.

Quando um Tribunal reprova as contas de um gestor público é porque encontrou provas evidentes para que se chegasse a tal decisão. Ele não está fazendo teatro ou acertando um negócio qualquer, não; trata-se de um julgamento sério, que envolve o nosso dinheiro, arrecadado com as altas taxas de impostos pagas por todos os cidadãos, que arcam com uma carga pesadíssima de tributação.

Para o bom desempenho das funções, é fundamental para o homem público estar ciente das atribuições legais de um gestor dentro de uma administração. É imprescindível estar atento a todas as informações sobre despesas, licitação, legislação, aplicação de recursos e tantos outros temas pertinentes ao bom exercício de suas funções.

No mundo atual, as informações se multiplicam e nada passa despercebido de ninguém. O cidadão está mais bem informado e exige uma postura exemplar de seus representantes, principalmente, quando está envolvido dinheiro público. Antes de mais nada, faz-se necessário ter responsabilidade e princípios perante a causa. Não é mais tolerável o gasto, sem a devida necessidade e explicação razoável. Um gestor público competente é aquele com aptidão legal para a realização de suas atividades com o devido comprometimento com a transparência e com os interesses dos todos os cidadãos.

Agindo na contramão das normas em vigor, ignorando o ordenamento jurídico-legal, o gestor público fica sujeito a ser responsabilizado pelos atos praticados no exercício de sua função, que venham a provocar violação à legalidade ou à obrigação jurídica ou prejuízo ao erário público. Comprovadas as evidências, a penalidade é decorrente da prática de ato de improbidade administrativa.

Em casos assim, a conta deve ser paga pelo causador do prejuízo, pois os cidadãos já estão cansados de sempre arcar com as despesas da irresponsabilidade política. E no Tribunal, não dá para pendurar a conta como se fosse num boteco qualquer.

É a nossa opinião.

 

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