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Publicado em 11/11/2013 às 15h56
O Ouro do Século XXI
A redação / Diário de Jacareí

A visita do rei Carlos XVI Gustavo e demais empresários suecos às instalações da fábrica de celulose da Fibria, em Jacareí, possui interesses que vão muito além do cumprimento de uma mera agenda diplomática entre o Brasil e o país nórdico.

Representa a necessidade para a viabilização econômica de projetos de interesse da Suécia, principalmente aqueles relacionados ao uso da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), desenvolvidos por empresas instaladas na região e que possuem, coincidentemente, a mesma nacionalidade do rei Carlos.

A busca por novas tecnologias para a produção de combustíveis alternativos, os chamados biocombustíveis, corresponde atualmente à necessidade econômica mundial de fabricação, em larga escala, de energias renováveis para aplicação comercial da tecnologia da informação em projetos para mobilidade urbana e meio ambiente que pretendem transformar – para melhor, a vida das cidades e de seus moradores. É o ‘ouro’ da indústria para o século XXI.

Não existe sequer uma empresa do setor de tecnologia que não tenha interesse comercial para desenvolver projetos ligados à mobilidade urbana e ao Meio Ambiente. Embora o mercado desse tipo de produto seja infindável, é preciso ter acesso ao conhecimento científico para produzir combustíveis limpos capazes de ‘fazer girar a roda’ do desenvolvimento em um mundo que clama pela redução dos impactos ambientais e pela melhoria da qualidade de vida no planeta.

Apesar de todo o esforço interno, seja ele público ou privado, para a ampliação dos investimentos em Ciência e Tecnologia, o Brasil ainda não superou – e está longe de superar, o estigma de ser um mero país exportador de matéria-prima, de commodities.

Sob o ponto de vista da empresa detentora do conhecimento, a possibilidade de expansão do intercâmbio comercial com os países nórdicos é promissora. Mas poderia ser ainda melhor se outras empresas nacionais tivessem o ‘know how’ (saber como) para transformar essa matéria-prima em produtos de alto valor agregado, ato que eleva o status científico de um país ‘em desenvolvimento’ para o de uma ‘nação desenvolvida’.

Saber fazer o biocombustível nós sabemos. Agora, é preciso investimentos, e um cenário político com mais certezas do que indagações a respeito dos rumos da economia nacional, para o fomento da inovação científica na indústria brasileira. Caso contrário, o Brasil continuará sendo um mero exportador de matéria-prima e importador de produtos industrializados.

É a nossa opinião.

 

 

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