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Publicado em 24/07/2017 às 17h37
Governo do Estado diz que interligação Jaguari-Atibainha chegou a 80% de obras
A Redação / Governo de SP
Diogo Moreira/A2img
Diogo Moreira/A2img
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Mais um passo para a conclusão das obras de interligação das bacias hidrográficas do Cantareira e do Paraíba do Sul, que promete garantir segurança hídrica para a população da Região Metropolitana de São Paulo e do Vale do Paraíba, foi dado nesta segunda-feira (24) com a escavação dos últimos três metros de rocha que separam duas frentes de trabalho em operação.

Acompanhada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e pelo secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga, a execução do trabalho, a 50 metros abaixo do nível do solo, elevou para 80% o cronograma de conclusão da obra.

“Com isso, nós vamos praticamente dobrar a capacidade de reserva de água, de um bilhão para dois bilhões de metros cúbicos. Esta obra teve 30% de desconto e gerou, ao longo de toda a intervenção, cinco mil empregos diretos e indiretos. É a terceira maior estação elevatória da Sabesp no Estado de São Paulo. Estamos fazendo obras estruturantes para garantir água à Região Metropolitana de São Paulo, além das áreas do Cantareira e do Vale do Paraíba”, disse Alckmin durante a visita ao local.

A escavação é uma das etapas mais complexas da interligação das bacias hidrográficas do Cantareira e do Paraíba do Sul, principalmente por conta das dimensões do túnel: são 6,4 quilômetros de extensão, cinco metros de altura e quatro metros de largura, totalizando uma seção de 20 metros quadrados. Quando concluído, permitirá transportar o equivalente ao volume de água de uma piscina olímpica em apenas cinco minutos.

Durante as obras, foi feito um acesso na metade do percurso a ser vencido para construir a tubulação com quatro frentes de trabalho, em vez de duas. Assim, cada metade do túnel começou a ser construída pelas pontas e pelo meio, simultaneamente, desde 2016, quando o projeto foi iniciado.

A escavação desta segunda-feira (24) ocorreu no trecho noroeste do túnel, onde fica a represa Atibainha, parte do Sistema Cantareira, em Nazaré Paulista. Já o trecho sudeste fica mais próximo da represa Jaguari, parte do Paraíba do Sul, entre os municípios de Igaratá e Santa Isabel.

Este outro trecho, com dimensões aproximadamente idênticas ao primeiro, continua sendo escavado e ainda requer a detonação de mais 550 metros de rocha para o encontro das outras duas seções restantes. Todo este trabalho é necessário para vencer uma barreira geográfica de quase 260 metros de altura, a Serra do Ribeirão Acima.

PESSOAL - São dez equipes de trabalho com cerca de 30 homens cada, divididas em três turnos, para concluir as seguintes etapas: aplicação dos sistemas de suporte, perfuração, carregamento, detonação, ventilação, limpeza e bate-choco – esta última é uma etapa de limpeza mais refinada, em que o profissional certifica-se de que as arestas do túnel foram aparadas e a área está segura e pronta para um novo ciclo de detonação.

O processo de escavação do túnel conta com mais de 160 profissionais, entre engenheiros, geólogos, marteleteiros, encarregados de frente, motoristas, eletricistas, técnicos de meio ambiente, de qualidade e de segurança. São três turnos de trabalho de 8hs cada, abrangendo 24 horas de serviço. Ao todo, a interligação Jaguari-Atibainha emprega 5,3 mil profissionais diretos e indiretos. Além do túnel, há ainda o assentamento de 13,4 quilômetros de adutoras, a construção de uma estação elevatória de água bruta, ainda não tratada, e uma subestação de energia elétrica.

Quando estiver concluída, a interligação permitirá transferências de água a uma vazão máxima de 8,5 m3/s da represa Jaguari para a Atibainha, e de 12,2 m3/s no sentido contrário. Na prática, isso significa que fenômenos como escassez ou excesso de água serão administrados com mais precisão e antecedência, segundo o governo do Estado, garantindo o abastecimento de toda a população atendida pelos dois sistemas, estimada em mais de 20 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo e no Vale do Paraíba.

O investimento de R$ 555 milhões é financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As obras são executadas pelo consórcio BPC, constituído pelas empresas Serveng/Civilsan, Engeform e PB Construções Ltda.

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