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Publicado em 18/04/2021 às 10h09
Exercícios em casa ajudam pacientes que tiveram sequelas após alta da Covid-19
A Redação / Assessoria de Imprensa
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O médico Dr. Danilo Ribeiro, diretor do Hospital Royal Care, em São José dos Campos

Fraqueza muscular e respiratória, fadiga, alterações de sensibilidade, lentificação do raciocínio e estresse pós-traumático são complicações apresentadas por muitos pacientes no processo de recuperação pós-Covid-19. 

Pacientes que evoluíram com limitações físicas, cognitivas ou psíquicas, após alta hospitalar, precisam de acompanhamento de profissionais especializados que ajudam na reabilitação. O médico Dr. Danilo Ribeiro, diretor do Hospital Royal Care, em São José dos Campos, explica que o paciente precisa ter uma rotina de fisioterapia em casa para diminuir as sequelas da doença.

“O paciente que teve Covid pode fazer exercícios logo que chega em casa, sempre com orientação profissional. Nas primeiras 6/8 semanas, pode ser feito um treinamento aeróbico com intensidade leve e aumento gradual, de 3 a 5 sessões por semana, com duração de 20 a 30 minutos. Também pode ser inserido um treinamento de força muscular para os membros inferiores e superiores e de equilíbrio além de exercícios respiratórios. Os cuidadores devem supervisionar essa reabilitação em casa”, explica o especialista. 

O paciente pode iniciar a reabilitação domiciliar quando não apresentar febre, falta de ar aos mínimos esforços, palpitações ou dor no peito enquanto caminha em casa.

DISFAGIA 
A dificuldade de engolir é frequente em quem teve que ser intubado (respirado por aparelhos) devido à doença. Essa dificuldade de engolir chama-se disfagia. Ela ocorre porque os músculos usados para mastigar e/ou engolir – lábios, língua, céu da boca e garganta – tornam-se fracos ou incoordenados, não sendo capazes de proteger efetivamente os pulmões da entrada de alimentos. Em decorrência disso, a comida e a bebida podem entrar no lugar errado, ou seja, direcionar-se para o pulmão, ao invés de irem para o estômago. Isto pode causar sérias complicações pulmonares e até pneumonia. 

A intubação, que pode ter sido necessária durante sua internação com a Covid-19, é uma causa frequente de disfagia, principalmente se foi prolongada. 

“Perder o prazer ou a segurança de alimentar-se implica em perda de qualidade de vida, além do aumento do risco de infecções, por isso julgamos importantes algumas orientações. Se você não foi orientado por um fonoaudiólogo durante sua internação, é importante que analise se surgiram alguns sintomas de disfagia após a alta hospitalar”, alerta Dr. Danilo Ribeiro.

São sintomas da disfagia: dificuldade para engolir alguns tipos de alimento ou de bebida; tosse ou engasgo enquanto está comendo ou bebendo; aumento de secreção ou da tosse.

RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS
Uma alimentação saudável ajudará a manter ou recuperar a saúde e manter o sistema imunológico em melhores condições. Entretanto, não existe um alimento que isoladamente aumente a imunidade. 

A alimentação saudável deve conter todos os grupos alimentares:  carboidratos, principalmente os integrais; verduras, legumes e frutas; leite e derivados (opte pelos desnatados); carnes e ovos (prefira as carnes brancas, como frango e peixe, evitando o consumo excessivo de carne vermelha e sempre na forma de preparo assado, cozido ou grelhado; os ovos podem ser cozidos, omelete ou mexidos); leguminosos (feijões); oleaginosas (castanhas, nozes e amêndoas) e óleos vegetais. 

DIFAGIA
Deglutição segura 
Sente-se numa posição ereta e confortável, tanto para alimentar-se quanto para beber. A posição deitada pode facilitar a entrada de alimentos no pulmão;  

Mantenha-se sentado de forma ereta por pelo menos 30 minutos após comer ou beber;  

Não tenha pressa para alimentar-se. Faça pausas entre as mordidas/colheradas/goles, e tenha certeza de que não há mais alimento na boca antes de engolir novamente; 

Reduza possíveis distrações enquanto estiver comendo ou bebendo, desligue TV e rádio;  

Não fale enquanto estiver comendo ou bebendo;  

Introduza pequenas porções de alimento ou de líquido na boca. 

Internação prolongada em UTI pode
causar TEPT- estresse pós-traumático

A Covid-19 comumente causa impacto emocional. Pessoas que sofreram um trauma podem apresentar o que chamamos de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Os sintomas de TEPT podem ocorrer meses ou anos após a situação vivida. Além do TEPT, pode também ocorrer depressão, abuso de substâncias (álcool e drogas) e transtorno de ansiedade.

A internação prolongada do paciente com Covid-19, especialmente em UTI – Unidade de Terapia Intensiva, pode causar o TEPT. Os sintomas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático são: memórias frequentes e involuntárias da situação traumática (flashbacks); sofrimento emocional ao lembrar-se do ocorrido; sensação de distanciamento ou estranhamento em relação a outras pessoas; evitar pessoas e locais que façam a pessoa reviver o evento; sensação de desânimo e desinteresse nas atividades que realizava.

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