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Publicado em 04/09/2013 às 15h28
Entre o Discurso e a Realidade
A redação / Diário de Jacareí

Os aditamentos de prazo nos contratos firmados entre a Prefeitura de Jacareí e empresas prestadoras de serviços para execução de obras públicas tem se tornado uma prática cada vez mais comum na administração do governo petista. Sob o ponto de vista legal, nada se pode dizer contra a sua adoção, já que possuem amparo para tal.

No entanto, analisados pelo aspecto técnico, os aditamentos nos contratos demonstram claramente a falta de planejamento e a incapacidade dos gestores municipais para estabelecer cronogramas e prazos de execução condizentes com o tamanho e a amplitude das obras prometidas.

Nos últimos meses, o Diário de Jacareí publicou uma série de reportagens que ajudam a explicar o número cada vez mais crescente de ‘prolongamentos’ no prazo desses contratos. E não são obras pequenas, que poderiam passar despercebidas no cotidiano da população. Ao contrário, são projetos considerados como ‘cartão de visita’ pelo governo atual e que já despenderam milhões do orçamento do município sem a sua efetiva implantação.

Não apenas a morosidade para abertura e a conclusão dos processos de licitação pesa a favor da lentidão de execução de obras. O desconhecimento dos procedimentos técnicos, desde a concepção do projeto até as etapas de aprovação e licenciamentos junto aos órgãos fiscalizadores competentes, reforça o entendimento de que entre o discurso e a prática existe um vazio. Um abismo que ainda persiste no discurso retórico daqueles que almejam o poder.

Não bastam discursos fervorosos, muito bem arranjados pelo marketing político (e por vezes milionário), se os seus prazos de validade se esgotam logo após o período eleitoral. Se pelo menos aquele que os fez tivesse o conhecimento, mesmo que superficial, a respeito do funcionamento da máquina pública e seus melindres, muitas ideias e projetos sequer seriam cogitados de serem implantados em apenas quatro anos.

O que falta, afinal, é o entendimento de continuidade, um planejamento integrado a respeito das necessidades da cidade no longo prazo. Isso quer dizer que, independente da bandeira político-partidária, as obras públicas precisam ser pensadas em um contexto social para os próximos 50 anos. Se não for assim, estaremos fadados ao contrassenso da política de incentivo para a chegada de novas empresas e empreendimentos, e a falta de estrutura observada hoje, por exemplo, no trânsito de nossa cidade.

O campo de visão precisa se tornar mais amplo e profundo, tanto para abarcar as demandas das gerações futuras quanto para atender às necessidades da sociedade do presente. Definitivamente, neste caso, não serão promessas faraônicas que ajudarão a resolver os problemas, mas, em alguns casos, só irão ampliá-los.

Resta saber quem terá coragem política para desafiar a retórica e começar a agir e pensar cada vez mais distante do desejo, superar o vazio do abismo rumo à proximidade da realidade.

É a nossa opinião.

 

 

 

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