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Publicado em 21/01/2020 às 17h46
Embraer concede licença remunerada de três dias a funcionários
Daniel Mello / Agência Brasil
Divulgação
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A Embraer está, desde 2018, em um processo de fusão com norte-americana Boeing

A Embraer concedeu três dias de licença remunerada aos funcionários. As atividades na empresa deveriam ser reiniciadas nesta semana após duas semanas de férias coletivas para a separação interna dos negócios de aviação comercial dos demais setores. A companhia está, desde 2018, em um processo de fusão com norte-americana Boeing.

“Nos próximos dias, os sistemas que foram separados e/ou duplicados passarão pelos ajustes e testes finais, que são extremamente importantes para a constituição de duas empresas independentes e prontas para operar com total qualidade”, explica o comunicado da empresa sobre a decisão de adiar a volta ao trabalho.

Nesta terça-feira (21), foram inauguradas as novas instalações da unidade Eugênio de Melo, em São José dos Campos. O centro de tecnologia e engenharia tinha capacidade para 1,5 mil profissionais e foi ampliado para abrigar 4 mil funcionários. Assim, o local passará a concentrar as atividades da empresa em São José.

A Embraer ressaltou que ainda aguarda a aprovação das autoridades concorrenciais para finalizar a fusão. O acordo em andamento entre as duas companhias prevê a criação de uma nova companhia, uma joint venture, na qual a Boeing terá 80% e a Embraer, 20%. A nova empresa não vai absorver as atividades relacionadas a aeronaves para segurança nacional e jatos executivos, que continuarão somente com a Embraer.

No dia 1º de janeiro, a Embraer divulgou um fato relevante, informando ao mercado e os acionistas que tinha efetuado a segregação da parte de aviação comercial das demais atividades.

Sindicato afirma que trabalhadores
foram 'pegos de surpresa' com decisão

Em nota divulgada à imprensa, nesta terça-feira (21), o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, que representa a categoria, diz que os trabalhadores foram 'pegos de surpresa' com a decisão. "O comunicado foi feito pela manhã, com os funcionários do primeiro turno da ex-Embraer, agora chamada de Yaborã, já dentro da fábrica. Em todos os turnos, o expediente de hoje será reduzido. Os trabalhadores só retornam na segunda-feira (27)", esclarece.

De acordo com o Sindicato, para justificar a licença remunerada, a empresa afirmou que está realizando 'ajustes e testes em seu sistema'. "Segundo o comunicado interno, todos os funcionários da Yaborã e da Embraer no Brasil entrarão em licença, exceto os da EDE (Embraer Divisão de Equipamentos)", reforça.

A entidade que representa os trabalhadores afirma que a Yaborã foi criada como empresa de transição até que a venda da Embraer para a Boeing seja concretizada. Segundo ainda o Sindicato, cerca de dez mil trabalhadores tiveram seus contratos transferidos, no dia 1º de janeiro, para a Yaborã. "Permanecem na Embraer algo em torno de 3.500. Entre os 12 mil que ficavam na matriz, cerca de 2 mil estão, desde esta terça-feira (21), na fábrica do distrito de Eugênio de Melo e juntam-se a outros 1.500 que já estavam lá". 

O Sindicato dos Metalúrgicos afirma que com a criação da Yaborã, a Embraer deixa de fabricar aviões em São José dos Campos. Sua atividade, agora, concentra-se em desenvolvimento de projetos. "Os aviões executivos e militares são produzidos na cidade de Gavião Peixoto (SP) e na Flórida, Estados Unidos. Já a aviação comercial está sob o comando da Yaborã", completa. 

O Sindicato diz ainda vê com apreensão o anúncio de licença remunerada. 

“A incerteza sobre o futuro desses trabalhadores só aumenta. Agora eles não são nem Embraer nem Boeing. A entrega para a norte-americana, se for concretizada, será o fim de 50 anos de história. O Sindicato permanece na luta contra essa transação comercial e em defesa dos empregos, seja na Embraer, na Yaborã ou na Boeing”, afirma o diretor do Sindicato André Luiz Gonçalves, o Alemão. 

Passados quatro meses desde a data-base da categoria metalúrgica, até agora a Embraer não assinou a Convenção Coletiva de Trabalho. "Esta situação deixa os trabalhadores sem garantia de direitos", completa a entidade.

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