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Publicado em 22/03/2013 às 17h12
E agora, prefeito?
A redação / Diário de Jacareí

A definição da responsabilidade sobre os itinerários do transporte coletivo intermunicipal de passageiros dentro do perímetro urbano de Jacareí parece estar longe de uma solução plausível para a população que necessita do serviço diariamente na cidade.

O jogo do empurra-empurra, estabelecido entre a Prefeitura e os órgãos de fiscalização e regulamentação, compromete e restringe o acesso dos usuários aos serviços oferecidos para o transporte de passageiros das linhas entre as cidades de Jacareí, São Paulo e Mogi das Cruzes.

Em janeiro, o prefeito Hamilton Mota (PT), vetou a Lei nº 5.734/2012 que tratava sobre o retorno ao antigo itinerário das empresas que fazem o transporte coletivo intermunicipal de passageiros, de forma regular ou por fretamento, atendendo às empresas com ônibus oriundos ou com destino a São Paulo, Mogi das Cruzes, Santa Isabel e Rodovia Dom Pedro, sentido Campinas.

Dessa forma, as empresas poderiam cumprir os itinerários antes feitos para embarque e desembarque de passageiros, com retorno pela região oeste, em direção à antiga Rodoviária, seguindo pelo novo trajeto até a atual Rodoviária ou vice-versa.

Na época, a alegação do prefeito em relação ao veto foi de que a competência a respeito da regulamentação do transporte intermunicipal de passageiros seria da Artesp e/ou da EMTU, e não do município. Apesar da afirmação, os próprios órgãos competentes desmentiram a alegação, informando que compete à Prefeitura de Jacareí deliberar o trajeto dentro dos limites do município.

Mas e agora, prefeito? Se não é da Artesp e nem EMTU a competência pela modificação dos itinerários dentro do perímetro urbano de Jacareí, de quem será então? A resposta para a pergunta está no projeto de lei, aprovado pela Câmara e ratificado pelo executivo, que alterou o antigo trajeto para as áreas periféricas da região central.

Utilizar o discurso da falta de espaço para passagem de ônibus nas vias centrais não serve como justificativa para essa postura de indiferença, já que outras empresas prestadoras de serviços de transporte público intermunicipal de passageiros ainda utilizam as ruas e avenidas da região central.

Se, nem a Prefeitura e nem os demais órgãos fiscalizadores e regulamentadores tem interesse em tomar posse de suas responsabilidades, pelo menos, e infelizmente, uma certeza fica evidente e demonstra o descaso e a falta de compromisso de nossas autoridades diante dos assuntos de interesse da coletividade. 

É a nossa opinião.

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Comentários (2)

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Aprecido Macedo   7 anos atrás
Nós que estudamos e trabalhamos em São Paulo, ficamos pela madrugada na rodoviaria isolada sem transporte urbano e dependendo de transporte particular, vejam o estacionamento da rodoviária lotado.Objetivo era diminuir o transito pela cidade?e agora após esta noticia quem está falando a verdade
Anacleto Mendes   7 anos atrás
Eu que decido por onde as pessoas vão passar na minha casa. Acho que a prefeitura em conjunto com seu setor de planejamento urbano que deve decidir os itinerários de maneira a melhor atender a população e o transito. Me parece óbvio. E então prefeito?
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