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Publicado em 01/09/2017 às 13h16
Sustos por trilhas


RODRIGO ROMERO

A primeira 'Annabelle' (2014) assustou o público com cenas macabras e de cunho bem duvidável. A história da boneca de odores satânicos brilhou nas bilheterias e amealhou um punhado de fãs. Óbvia a sua sequência, lançada semana passada nos cinemas. Desta vez o roteiro nos coloca para sabermos o início de toda maldade do brinquedo.

Os Mullins - Samuel (Anthony LePaglia) e Esther (Miranda Otto - por coincidência, dois atores nascidos na Austrália) - vivem reclusos há 12 anos desde a perda da filha, atropelada. Religiosos, resolvem abrigar alunas de um colégio de freiras em sua grande casa. Ex-marceneiro, Sam fabricou a tal boneca assustadora e a deixou num canto neste tempo todo. E no momento em que as novas hóspedes chegam, se iniciam os sustos.

Não sou admirador de certas fitas de assombrações. Há algumas de bastante qualidade, mas não é o caso aqui. 'Annabelle 2: A Criação do Mal' (2017) é a obra de terror onde o espectador entra em pânico mais com a trilha sonora muito bem trabalhada para tocar na hora determinada a figuras ou situações de cunho horrível. Se você só tapar os olhos e escutar a trilha, notará que tenho razão.

O roteiro de Gary Dauberman ('Annabelle' e a refilmagem de 'A Coisa' (programada pra ser lançada agora no feriado) propõe as duas irmãs Linda e Janice em perigo junto às demais aspirantes a freiras na casa dos Mullins... Qual é afinal o segredo de Annabelle? Se você pensar direitinho, seguirá o caminho correto para responder.

O diretor David Sandberg estruturou a película a jamais preservar o público e quem ficou fã do filme de 3 anos atrás, creio, se decepcionará com a novidade. O trajeto fica evidente. Sem spoilers, cravo que existirá daqui a 2 ou 3 temporadas o terceiro longa da boneca. É simples assim: quando se arrecada os milhões nos ingressos, o estouro da boiada vem de uma vez.

E gera cópias e mais cópias. Exemplos não faltam: 'O Boneco do Mal' (2016, comentado neste espaço ano passado) e 'A Boneca do Mal' (2014). São todos filhos de 'Chucky: O Brinquedo Assassino' (1988) e afins. Sobre isso, dá uma tremenda saudade dos anos 1980, quando pipocavam longas de terror trash, como o citado. A década de 80, de certa forma, homenageou os 1960, onde Roger Corman fulgurava com seus filmes B, lançando artistas como Jack Nicholson.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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