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Publicado em 12/02/2021 às 14h38
O 1º de Hitchcock


RODRIGO ROMERO

Quase todo mundo que ama cinema aproveitou a 'quarentena' para invadir a Netflix e se deleitar com filmes e séries lá disponíveis. Pouca gente soube aproveitar o que o youtube tem de graça. São milhares de longas-metragens antigos de diretores hoje, por incrível que pareça, esquecidos ou simplesmente ignorados pela geração 'nutella' que só sabe se divertir se tiver os 'Vingadores' na tela.

Estes dias vi, pasmem, a fita de estreia de ninguém menos do que Alfred Hitchcock, o Mestre do Suspense: 'O Jardim dos Prazeres', de 1925. Está na íntegra, com legendas e tudo o mais. Incrível! Trata-se de uma obra que, claro, expõe a imaturidade do cineasta que ainda iniciava a estrondosa carreira que se alongaria por 55 anos. Na trama, Patsy e Jill trabalham como dançarinas num cabaré.

Elas namoram, respectivamente, Levett e Hugh, soldados britânicos que cuidam de colônias nos trópicos. Quando os 2 viajam a serviço, Jill rapidamente esquece o companheiro e serve de amante a um príncipe velho, enquanto a amiga sofre de saudade do parceiro, que a trai noutra cidade, onde acaba adoecendo. 'O Jardim dos Prazeres' é baseado no livro de Oliver Sandys e foi um debute difícil a Hitchcock.

O cineasta já pelejava desde os 22 anos como assistente de direção, editor, diretor de arte e desenhista de intertítulos. Nesta época conheceu Alma, que se tornaria sua esposa e assistente de direção. A película de estreia teve orçamento raso, locações em Munique, Alemanha, e algumas sequências na Itália. O roteiro de Eliot Stannard deixou a desejar e complicou a vida de Alfred, que rodou no mesmo 1925 'O Jardim dos Prazeres' (estreou em 3 de novembro em Munique) e 'A Montanha Eagle', filme hoje perdido.

Virginia Valli (Patsy) e Carmelita Geraghty (Jill) se sobressaem como as protagonistas, mesmo com os bons desempenhos de Miles Mander (Levett) e John Stuart (Hugh). Nota-se que Hitchcock abusa do tom libidinoso das personagens, como no close das pernas das dançarinas, e usa um recurso extremamente moderno naquele período: a sobreposição da imagem, quando Levett delira e vê a moça-fantasma em sua barraca. Duração: 61 minutos. Cotação: regular.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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