Segunda-feira, 19 de Outubro de 2020 | você está em »principal»Blogs»Coisas de Cinema
Publicado em 02/03/2018 às 14h15
No tom do insuportável


RODRIGO ROMERO

Saoirse Ronan é uma atriz peculiar. Em certo sentido, digamos assim. Protagonizou filmes densos e ao mesmo tempo românticos melados. Tem 15 anos de carreira, 24 de idade e 3 indicações ao Oscar, sendo que a última foi na festa do Oscar deste ano (se você lê esta coluna no sábado, 3/2, ainda está o suspense sobre vencedores dos troféus).

'Lady Bird' (2017), que estreou há alguns dias, tem Saoirse na pele de uma adolescente prestes a entrar na vida adulta. Os conflitos com a mãe, o pai passivo nas atitudes mais rigorosas, as questões acerca dos namorados, e as decepções sobre essas figuras, tudo é confeccionado para atrair o público como se todos nós fôssemos fãs de séries teens, sejam elas quais forem. Argh!

De início, a fita nos pega por conta da agilidade do roteiro e da pretensão da diretora, a atriz Greta Gerwig, em desejar apresentar-se ao espectador como 'novidade' da sétima arte. Besteira. 'Lady Bird', já a partir dos 10, 15 minutos, começa a esburacar a nossa cabeça com infantilidades e as sequências monótonas de confrontos familiares.

Até agora não consegui entender os motivos pelos quais o longa-metragem recebeu tantos elogios. Ali há zero de inovação, atuações rasas e a Saoirse... Lembram-se de que escrevi no comecinho do artigo que ela é 'peculiar'. Seus personagens são chatos, no que se refere a incômodo realmente. 'Desejo e Reparação' (2007) e 'Brooklin' (2015), outras obras em que ela foi indicada ao Oscar, são trabalhos mais rebuscados na direção de arte e figurino, porém as interpretações da atriz são um verdadeiro porre.

Esse negócio de ser 'queridinha' de Hollywood é a conversa mais fiada, em se tratando de Saoirse (não tenho ideia de como se pronuncia o seu nome). Jeniffer Lawrence, esta sim, pode ser chamada de 'queridinha'. Laurie Metcalf, que faz a mãe de Lady Bird, também está entre as finalistas, como coadjuvante.

E Greta, além de disputar no quesito diretor (a) também foi selecionada em roteiro original. Notem: o blocked não é ruim. Mas a sua execução é que compromete, no fim das contas. A mesmice das situações imaginadas por Greta não dá a impressão de que ela quer que a gente engula cada palavra como se fosse um ensinamento magistral - seja ele de Lady Bird ou de Marion (a mãe).

Enfim, apesar de ter duração pequena, contam-se os minutos ao seu término. Duração: 94 minutos. Cotação: ruim.

Publicidade
Comentários (0)

ATENÇÃO!

Os comentários publicados neste espaço são de responsabilidade de seus autores e não expressam
necessariamente a opinião do Diário de Jacareí


Por favor, faça o login antes de comentar

19 OUT
Publicidade
Notícias

Artigos
Perfil do Blog
Coisas de Cinema

Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
Arquivo
Publicidade
Publicidade
11/10/2019
A Prefeitura de Jacareí anunciou a implantação de corredores de ônibus na cidade. Qual a sua opinião sobre o tema?
06/04/2019
Após 100 dias de trabalho, qual a sua avaliação sobre o governo de Jair Bolsonaro (PSL)?
  • 38.1%
  • 19.5%
  • 14.6%
  • 13.3%
  • 12.2%
  • 2.2%
Logos e Certificações: