Publicidade
Domingo, 21 de Abril de 2019 | você está em »principal»Blogs»Coisas de Cinema
Publicado em 12/04/2019 às 14h17
Máscaras ao chão


RODRIGO ROMERO

A turma do Brasil Paralelo 'está com a macaca'. Se você ainda não conhece o site, dê uma boa olhada. Esta semana foi lançado o documentário '1964: O Brasil Entre Armas e Livros'.

Por ser considerada 'de direita', a obra, como era de se esperar, foi espezinhada por aqueles 'críticos' conhecidos, os que não se permitiram sequer espiar o filme. A rede Cinemark o exibiu.

Depois, pressionada por esta gente, pediu desculpas e, por medo de sofrer o forte boicote, disse ter veiculado 'por engano'. Enfim, uma vergonha atrás da outra. Mas, à fita. '1964' é um impactante registro de como se processou o arrombamento de porta naquele último dia de março.

Dirigido por Filipe Valerim e Lucas Ferrugem, o longa-metragem é a consagração da retirada de todas as máscaras que a chamada 'História Oficial' nos obrigou a engolir durante décadas. O filme não é pró-golpe. Apenas mostra os 2 lados da página.

Será impossível você assistir e não se recordar de pelo menos um professor da época do colegial, ou até da faculdade. Eu lembrei de 4, por baixo. A produção viajou ao leste europeu e falou com escritores, pesquisadores, jornalistas, filósofos, professores pra revelar que, sim, agentes secretos da extinta Tchecoslováquia se infiltraram no Brasil, treinaram algumas pessoas e aspiravam implantar o comunismo no país.

A ideia pairava sobre a terra verde-amarela desde meados dos anos 1950, como mostram documentos até então secretos - estavam livre a consultas desde 1989. O trunfo de '1964' é o roteiro ágil, bastante didático (neste caso, é preciso ser) e de edição moderna e eficaz. 

Os entrevistados tiveram a tarefa de elucidar passos da rede vermelha rumo ao Brasil, mostrando que 'personalidades' como Marighella, Lamarca e Dilma assaltaram bancos, sequestravam e assassinavam, sem piedade ou ares de democracia.

Uma das ex-guerrilheiras vai ao ponto: 'O que tem que se deixar bem claro é que o nosso desejo não era democracia, mas sim a chamada ditadura do proletariado. Está na hora de todo o mundo saber disso'.

Vejam e tirem as conclusões. Afinal, como escreveu George Orwell, 'numa época de mentiras universais, dizer a verdade é ato revolucionário'. Duração: 127 minutos. Cotação: ótimo.

Publicidade
Comentários (0)

ATENÇÃO!

Os comentários publicados neste espaço são de responsabilidade de seus autores e não expressam
necessariamente a opinião do Diário de Jacareí


Por favor, faça o login antes de comentar

21 ABR
Publicidade
Notícias

Artigos
Perfil do Blog
Coisas de Cinema

Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
Arquivo
06/04/2019
Após 100 dias de trabalho, qual a sua avaliação sobre o governo de Jair Bolsonaro (PSL)?
08/10/2018
Qual a sua opinião sobre a mudança do Poupatempo para a região central de Jacareí
  • 70.8%
  • 20.9%
  • 8.3%
Publicidade
Publicidade
Logos e Certificações: