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Publicado em 04/05/2018 às 14h50
Leitores em tempo de crise são mais seletivos


BENEDITO VELOSO

Machado de Assis, em Memórias Póstumas de Braz Cubas, afirmou que não se admiraria se a obra "não tivesse os cem leitores de Stendhal", escritor da época que calculava esse número para o principal de seus livros. "Nem cinquenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco". Monteiro Lobato escreveu, na primeira metade do século passado, que o brasileiro prefere rachar lenha a ler um livro. Portanto, o chororô repetido hoje por literatos é um "mantra" centenário. Talvez não tenhamos público - como há poucos anos - para livros, digamos, "menos bons"; o leitor em tempos de crise fica mais seletivo por economia de dinheiro e disponibilidade, dois fatores escassos neste início de século 21.

Em resumo, este é o pensamento do "Filho Brilhante" Diego Lubitz Lautert, diante dos desafios a quem produz textos atualmente, seja para jornais, revistas, livros ou internet. Para ele, mudaram hábitos, conteúdos e técnicas, mas essa revolução não aponta para um eventual fim dos tradicionais meios escritos; "a escrita é perene", comenta.

Diego é otimista quanto à adequação do livro tradicional à era das redes sociais. Proprietário de livraria, ele usa a internet para atingir o leitor e como ferramenta importante na propagação de novidades editoriais. Do escritório da livraria, na Rua Coronel Carlos Porto, ele estuda alternativas para reforçar as vendas. Uma dessas é a criação, via internet, de um clube de leitores cujos membros leem as obras da vez, trocam ideias, discutem os conteúdos e depois participam da escolha do próximo livro a ser estudado. A iniciativa, além de manter o mercado ativo ainda "faz com que o leitor se aprofunde bastante na obra", explica.

Outra providência é incentivar as crianças à leitura. Esse mercado está bem suprido e dedica boa parte da produção ao livro lúdico; aquele que proporciona leitura e diversão por meio de jogos e brincadeiras com o conteúdo da própria narrativa.  É o livro infantil "totalmente identificado com a criança deste Século", afirma.

Estas e outras providências criativas permitem um enfrentamento maior da atualidade, sem dúvida difícil, pelo qual atravessamos, "onde o trabalho dedicado e criativo é fundamental" conclui Diego.

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