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Publicado em 17/08/2018 às 15h02
Em Defesa da Vida


JOSÉ LUIZ BEDNARSKI

Dias atrás, programa vespertino de rádio surpreendeu-me com convite para um debate sobre o aborto. Fiquei lisonjeado pela lembrança de meu nome, mas incompatibilidade de calendário impediu-me de participar da sessão. 

Louvável o proponente desconhecer previamente minha posição sobre o assunto, a assinalar o perfil democrático do programa e a imparcialidade da rádio. Mesmo superada a oportunidade, pela a gravidade do tema, lancei-me ao mar das reflexões.

No Brasil, existe um perfeito paralelo entre a liberação do aborto e das drogas. Queixem-se os puritanos, mas é preciso admitir que ambos já são liberados e legalizados, conforme passo a explicar. 

As substâncias que causam dependência física ou psíquica podem ser adquiridas com facilidade em locais públicos. Sejam de uso permitido (álcool, tabaco, videogame, café), controlado (calmantes, por exemplo) ou proibido (maconha, cocaína, crack), é garantida a oferta. 

O usuário de drogas ilícitas pode até ser processado criminalmente, mas não está sujeito a cumprimento de pena privativa de liberdade. Submeter-se-á a advertência ou tratamento médico. Ou seja, é orientado, beneficiado, não punido.

Assim como a droga é liberada e seu uso protegido, a gestante interessada em assassinar seu feto dispõe de métodos medicamentosos e cirúrgicos seguros, bastante conhecidos e praticados. Nem precisa encarar o medo de montanha-russa.

Além da prática discreta, a realização oficial do aborto é permitida pelo Código Penal e jurisprudência do STF em três amplas hipóteses - em caso de estupro, salvaguarda da vida da grávida e inviabilidade fetal.

Então, o arguto leitor deve se perguntar qual o motivo para novas discussões em torno do aborto. A defesa do ato hostil à vida está nas entrelinhas: é impor ao Sistema Único de Saúde mais um gasto, o de fazer o contribuinte arcar com a interrupção das gravidezes irresponsáveis.

Pior: preconizam que o aborto ocorra em, no máximo, 12 ou 14 semanas de gestação. Logo, é uma cirurgia classificada como urgente, a ser atendida com prioridade em relação a outras demandas mais justas e decisivas para salvar vidas.

A coluna de hoje é dedicada à memória do doutor Aureliano Sales de Oliveira, um autêntico defensor da vida.

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Coluna assinada pelo Promotor de Justiça da Cidadania, José Luiz Bednarski. Uma abordagem apartidária, com discussão aberta dos assuntos de interesse geral; o amadurecimento paulatino da cidadania, a força da população em diálogo com órgãos independentes representativos, como MP, Defensoria Pública e outras instituições criadas ou fortalecidas a partir daConstituição de 1988.


E-mail do autor: joseluizbednarski@gmail.com
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