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Publicado em 13/12/2019 às 14h49
Economia Doméstica


PAULO DE TARSO CASTRO CARVALHO

Em tempos de Black Friday, Natal, férias e outras demandas, o convite ao consumo emocional prevalece, e o abandono da racionalidade impera, relegando a plano menor as inúmeras obrigações pecuniárias que chegarão com o ano vindouro. Sem dúvida apotarão IPVA, IPTU, material escolar, seguros de toda ordem, além do imprescindível período de descanso que requer gastos. 

Os apelos para o consumo por impulso são constantes, descontos imaginários, produtos e serviços desnecessários, troca do carro, reforma da casa, presentes para todos. Enfim, o Natal é contagiante e de fato movimenta a economia nacional gerando novos empregos e uma sensação de bem-estar. Entretanto, após o passamento das festas de final de ano 'a conta chega', causando preocupação, desarmonia familiar, desentendimentos, cobranças dos credores impagos que se auxiliam dos chamados 'robôs' para atazanar a vida daqueles que não conseguiram cumprir os seus compromissos. 

Qualquer manual de economia doméstica desde o mais singelo ao sofisticado indica caminhos seguros para um bom planejamento financeiro. Geralmente é uma leitura ária, que desde as primeiras páginas é desestimulante para aqueles desacostumados, com o lema nacional: Ordem e Progresso. 

O uso indiscriminado do cartão de crédito, salvo engano, que somente no Brasil pode ser parcelado em três, seis ou dez vezes, é um verdadeiro convite ao endividamento. Muitas vezes, a decisão de compra que deveria perpassar pelo critério matemático, inopinadamente avança para a afirmação casual: 'eu mereço, eu trabalho tanto' e outros argumentos que fogem dos parâmetros lógicos que indicariam que uma breve verificação nos guarda roupas, na sapataria, enfim, pela casa toda, dispensaria uma nova aquisição. 

Muitas vezes encontramos objetos adquiridos que jamais foram usados ou utilizados e caíram no esquecimento. Um excelente método indicado pelos planejadores financeiros resolveria tais questões que geram amargos frutos. 

Antes de contratar um serviço ou comprar um bem durável ou não, é preciso perguntar: eu preciso disso? Se a resposta forma afirmativa, segue-se para o segundo questionamento: Tem que ser agora? Continuando para ao fim e ao cabo, perguntar: Eu tenho dinheiro? Caso todas as questões sejam afirmativas, compre, adquira e contrate. Boas compras!

*Paulo de Tarso Castro Carvalho é advogado especialista, mestre em direito e professor universitário.

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Dr. Paulo de Tarso Castro Carvalho é advogado, mestre em direito e professor universitário. Contato: (12) 3951-0920


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