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Publicado em 26/08/2016 às 10h48
É muito ruim


RODRIGO ROMERO

Em maio esteve em cartaz talvez um dos piores filmes da década. 'O Maior Amor do Mundo', seja por seu enredo chulo, ou argumento falho, ou pela direção inútil e elenco escandalosamente fútil e bem despreparado, além de ultrapassado, é um longa-metragem nada ousado, cheia de clichês. Chegam a zombar do público com a história fraca, sem pé nem cabeça, repleta de momentos constrangedores e esquecíveis.

O título brasileiro deturpa o original (Mother's Day - Dia das Mães) e traz à baila várias tramas associadas à maternidade. Elas se cruzam. Numa, Sandy (Jennifer Aniston), que se divorciou recentemente do marido Henry (Timothy Olyphant), tem de lidar com a rotina com os dois filhos e o novo casamento dele com a jovem Tina (Shay Mitchell). Noutra, Bradley (Jason Sudeikis), é o viúvo com uma filha adolescente.

Mais uma: Jesse (Kate Hudson) tem memórias complicadas com a mãe. Somam-se a estas a de Kristin (Britt Robertson), que nunca conheceu a mãe biológica e a de Miranda (Julia Roberts), que abriu mão de filhos em prol da carreira. O personagem de Julia é mal construído e acabado. O blocked não a favorece.

Aliás, se as páginas tivessem favorecido alguém ali seria incrível. O curioso é que a direção é de Garry Marshall, o mesmo de 'Uma Linda Mulher' (1990). Hoje, aos 82 anos, Marshall parece ter querido repetir algo em torno de sua musa Vivian Ward (a personagem de Julia há 26 anos), como se Vivian tivesse subido na vida e se transformado numa celebridade. Ledo engano. Se Julia está perdidinha em cena, o que dizer de Jennifer? Este é o caso único.

A atriz repete, parece, a mesma caracterização em todos os seus trabalhos. É a eterna sonhadora, romântica, sofre por amor, e tudo com aquela cara de pasmaceira. Sobre os demais, à toa, querendo ser coadjuvantes e se apertando pra tal, nada a declarar. São periféricos.

'O Maior Amor do Mundo' pode até ser cheio de boas ideias - não creio - e intenções, porém ao somarmos os produtos do caldeirão, a sopa é rala e amarga. Muito ruim de verdade. Se você tem NetFlix, passe longe quando a fita estrear. Bem longe.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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