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Publicado em 14/06/2019 às 15h17
As imagens no tempo da guerra


RODRIGO ROMERO

Em meio aos filmes sobre a II Guerra (1939-45), a Netflix lançou em fevereiro mais um: 'O Fotógrafo de Mauthausen'. No Campo de Concentração de Mauthausen, Áustria, um prisioneiro apaixonado por retratos se torna aprendiz do general nazista.

O prisioneiro pertence ao grupo comunista (a Espanha de Franco jogou os vermelhos aos nazistas, pra que fizessem o que desejassem). É produção espanhola dirigida por Mar Targarona, protagonizada por Mario Casas (Boix, o tal preso adorador das fotos).

À parte a paixão pelas imagens, Boix se preocupa em guardar provas dos maus tratos nazistas e ao lado dos camaradas pretende esconder negativos e entregá-los aos poloneses. Claro, a tarefa é praticamente impossível, mas vale a tentativa...

'O Fotógrafo de Mauthausen' é baseado numa história real, e apenas por isso deve ter a audiência. Se não, provavelmente estaria relegado às vãs prateleiras das locadoras, hoje extintas. Chega-se à conclusão de que nem tudo que a Netflix realiza é bom?

Não se pode cometer determinados exageros. Mas com tantos longas-metragens que tratam do confronto bélico que matou cerca de 55 milhões de pessoas, lançar outro, ainda que a narração seja inédita, e de fato curiosa, é um caos evitável, se os produtores tivessem o devido discernimento. 

Neste 2019 completam-se 80 anos do início da guerra, quando Adolf Hitler invadiu a Polônia em 1º de setembro, após algumas anexações de outrora. Dois dias depois, a Inglaterra declarou oficialmente a batalha armada que duraria até maio de 1945, contando-se ainda as duas bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão, no mês de agosto do mesmo ano, pelos Estados Unidos.

A Espanha tinha acabado de vivenciar sua Guerra Civil (terminou em 1º/4/1939). Enquanto outros países europeus - casos de Portugal, Suíça e Suécia - ajudaram o Reino Unido oferecendo brigadas, a Espanha de Francisco Franco decidiu ficar totalmente neutra, mas de forma velada compartilhava dos pensamentos dos membros do Eixo (Alemanha, Japão e Itália). 'O Fotógrafo de Mauthausen' - duração: 100 minutos; cotação: regular.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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