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Publicado em 19/03/2021 às 10h06
As faces de Walt


RODRIGO ROMERO

A diretora Sarah Colt dirigiu, em 2015, documentário sobre Walt Disney (1901-66). Com quase 4 horas de duração, dividido em 2 partes, a fita nos apresenta várias faces do gênio das artes, responsável por alegrar gerações desde a década de 1930. Ela não poupa os lados sombrios - ficamos sabendo da empáfia e arrogância de Disney ao lidar com funcionários da empresa quando estes batalhavam por salários melhores e, por causa disso, se sindicalizaram e entraram em greve, em 1941.

A antes familiar 'fábrica de sonhos', onde empregados tratavam o chefe por Walt, deu lugar a desconfianças, irritações, frustrações. Disney tinha aspirações à megalomania. Era workaholic inveterado, perfeccionista apavorante. 'Não me lembro dele elogiar qualquer trabalho.

Quando dizia que algo estava funcionando, sabíamos que estávamos no caminho certo', disse um dos desenhistas. 'Se ele fosse seu amigo e você concordasse com ele, Walt era capaz das mais amáveis atitudes e bondades. Se discordássemos ou fizéssemos algo que o desagradasse, se transformava num ser baixo e vil', comentou outro.

Mas o filme, claro, não se ocupa somente dos pontos negativos. Ao se referir à extrema criatividade e brilhantismo do protagonista, ex-colegas de trabalho não economizam bonitas palavras. Com 'Branca de Neve e os Sete Anões' (1937), Disney abriu campo antes inimaginável na Sétima Arte: o dos longas-metragens de animação. 'O objetivo era não só fazer as crianças sorrirem, mas conseguir fazê-las chorar, bem como aos adultos. Mostrar que o desenho não serve somente para entreter', declarou um amigo.

A infância passada no condado de Marceline, no estado do Missouri (EUA), perseguiu-o para sempre. Não se cansava de contar e recontar as histórias de lá. A ideia da Disneylândia, surgida nos anos 50, veio de certa forma das lembranças e começou com a construção da miniatura de um trem semelhante ao que havia em Marceline. Walt era sonhador. Roy, o irmão mais velho, era 'pé no chão' e costumava ir contra cada lâmpada que se acendia sobre a mente de Disney. O trabalho de Colt soube dar aos adoradores (ou não) de Disney momentos de pura emoção. Está no Globoplay. Duração: 222 minutos. Cotação: ótimo.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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