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Publicado em 27/11/2020 às 15h19
A ternura e a simplicidade


RODRIGO ROMERO

Produzido e lançado em 2017, 'A Livraria' tem todos os ingredientes que compõem as grandes obras: simplicidade, bons atores, diretor discreto e eficiente, e um roteiro adequado. Ganhou alguns prêmios na Europa e se não me engano está na Netflix. Baseado no livro de Penelope Fitzgerald, a história se passa em 1959. Neste ano, a jovem viúva Florence (Emily Mortimer, de 'Match Point', 2005) se muda para Hardborough, cidade litorânea da Inglaterra e com o dinheiro que guardou resolve abrir uma livraria. Não será fácil.

Seus vizinhos, que aparentam ser pacatos, na verdade são retrógrados e hostis e desconfiam de cada passo da moça, que deseja somente reconstruir a vida. Violet (Patricia Clarkson, de 'À Espera de um Milagre', 1999) é a mais impertinente. Quer Florence fora dali a qualquer custo.

Mas a recém-chegada consegue 2 aliados: o aficionado leitor Edmund (Bill Nighy, de 'O Jardineiro Fiel', 2005) e a garota Christine (Honor Kneafsey), sua ajudante na livraria. O personagem de Nighy é digno de nota. Vive sozinho num casarão velho e passa os dias deleitando-se com os livros.

Correm à boca miúda lendas a respeito dele. Ou serão fatos verídicos? Isabel Coixet dirige 'A Livraria' como se segurasse uma pena delicada e estivesse prestes a escrever o seu melhor romance. Tudo em cena tem porções de afeto e generosidade e o espectador parece sentir o aroma de litoral daquele lugarejo. A fotografia também é elogiável, pois transmite, além da beleza singular, a singeleza da cidadezinha.

Para se compreender o longa devemos assistir como se estivéssemos diante de uma fábula. Hardborough tem habitantes que não enxergam nos livros fonte de cultura e até por isso a senhora maldosa vê a chance de mandar a mocinha embora, ou pelo menos fazer com que ela desista da ideia.

Mas é em vão. Outro dia escrevi neste espaço sobre 'Um Lindo Dia na Vizinhança', também uma fita que somente nos passa paz e serenidade. Assim é com 'A Livraria'. Você se sentirá melhor no fim, com vontade de ir até a prateleira pegar um livro para ler. Duração: 112 minutos. Cotação: ótimo.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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