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Publicado em 13/05/2016 às 11h57
A surpresa articulada


RODRIGO ROMERO

Um filme quase passou em branco nos cinema alguns meses atrás: 'Boneco do Mal' (2016). De elenco enxuto, direção correta e roteiro regular, o longa-metragem mostra um casal de idosos que contrata os serviços duma babá a cuidar do filho pequeno enquanto saem em viagem. A moça, Greta (Lauren Cohan), aceita o emprego, mas se depara com uma situação bizarra, pra não dizer fora do comum: o rebento é um boneco, tratado como humano!

De início, Greta ri, debocha e faz troça de sua função. O boneco, de nome Brahms, 'leva a vida normal': come, ouve música, tem aulas etc. Aos poucos, toda a história é desnudada. O casal perdeu o filho ainda criança e de certa forma encontrou no brinquedo a resposta à tristeza do ocorrido. Você que me lê já deve imaginar o que vem em seguida...

Sozinha na mansão enorme e de ares antigos, Greta começa a notar comportamentos estranhos em sua volta, e, claro, Brahms está envolvido nisto. Num momento, a roupa da jovem é surrupiada do banheiro; em outro, ela deixa o boneco sentado e de repente, basta desviar o olhar, ele está deitado, enfim. Sabe-se que existe algo errado ali. Mas o quê, se é mesmo que alguma coisa cheira mal?

Dirigido por William Brent Bell (de outro de terror, 'A Filha do Mal', 2012), roteirizado pelo estreante Stacey Menear, tem no elenco dois veteranos: Jim Norton (fez também 'O Menino do Pijama Listrado'-2008 e 'Tão Forte e Tão Perto' - 2011) e Diana Hardcastle, exatamente os 'pais' de Brahms, que dão conta do recado e fazem a fita parecer melhor do que é. Ainda que 'Boneco do Mal' tenha somente uma reviravolta, tem muitos clichês e lugares-comuns.

Estas características dominam o suspense e o tornam ensebado. Há resoluções toscas e rápidas, típicas de um profissional que debuta no ramo (Menear) e de um diretor acostumado a montar obras de puro entretenimento. De quebra, temos a beleza de Lauren, uma atriz que não conhecia. Ao assistir a película, fiquei com uma sensação curiosa e engraçada quanto a atuação dela: parecia que sua interpretação era proposital praquele tipo de história. Explico melhor: Lauren Cohan deve ser uma atriz bastante competente. E em 'Boneco do Mal' se deixou levar, corretamente.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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