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Publicado em 14/05/2021 às 16h44
A pioneira na imitação


RODRIGO ROMERO

Agora em outubro a atriz Nádia Maria completaria 90 anos, se estivesse viva. Você se lembra dela? Certamente, essa nova geração, cheia de titica na cabeça, nem sabe quem ela é (era). Aos que, como eu, esbarram nos 40 anos, caso forcem a cachola, recordarão os áureos tempos da 'Escolinha do Professor Raimundo', no começo da década de 1990, e se lembrarão. Nádia, nascida Leda Soares Gama, ultrapassou a barreira de excelente comediante que deleitava o espectador com imitações da então sexóloga Marta Suplicy (Marta Suplício), da economista Maria da Conceição Tavares (Maria da Recessão Colares) e da ministra da Economia do governo Collor, Zélia Cardoso de Melo (Célia Caridosa de Melo).

Sua história se inicia aos 3 anos, quando foi de Recife, cidade natal, ao Rio, então capital federal, acompanhando a mudança dos pais. Ledinha imitava Rita Hayworth na escola e sonhava ser cantora. Com muito custo os pais aceitaram que participasse do concurso de novos talentos na Rádio Guanabara. Dentre 600 concorrentes, já como Nádia Maria (considerava Leda 'pouco artístico'), ficou nas primeiras colocações, ao lado dos 'desconhecidos' Fernanda Montenegro e Chico Anysio, em 1948. Nas radionovelas dividia o microfone com Nancy Wanderley, estrela do humor.

Quando Nancy se ausentou de 'Aquela Casa De Família', de Haroldo Barbosa (outro esquecido ícone das artes), Nádia a substituiu. Saiu-se tão bem no papel caricato que nunca mais a deixaram abandonar os esquetes do riso. Nas atrações, mostrava dotes de apresentadora, entrevistadora, cantora e comediante. Detalhe: nos intervalos, enveredava pela publicidade, cantando jingles. Nos anos 1960, além de alternar idas e vindas na TV, dedicou-se ao rádio, teatro, boate, cinema. O que sempre marcou a carreira era a facilidade em imitar.

Foi a 1ª mulher a ter sucesso nesse setor. Parodiava Hebe Camargo, Dercy Gonçalves, Inezita Barroso, Maysa, Emilinha Borba, Marlene, Ângela Maria, Jayne Mansfield, Brigitte Bardot, Marlene Dietrich, Marilyn Monroe. E homens, como Carlitos (Chaplin) e o deputado Tenório Cavalcanti. A imitação marcou a artista nos últimos trabalhos na TV, exatamente na Escolinha. Morreu em 16/2/2000 devido a um câncer no cérebro. Tinha 68 anos. Mereceu reverências, aplausos. Era raro o seu brilho.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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