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Publicado em 12/03/2021 às 11h40
A Luta Inglória


JOSÉ LUIZ BEDNARSKI

Há exatamente um ano, o noticiário anunciava o início da quarentena pandêmica e os especialistas recomendavam a colaboração dos brasileiros para a vitória contra o vírus.

A adesão às medidas propostas foi imediata e absoluta. As ruas ficaram desertas, o país parou. Só esqueceram de combinar o resto com o micro-organismo, que continuou sua saga contaminante.

Muitas empresas fecharam portas definitivamente e trabalhadores perderam seus empregos. Nem mesmo o auxílio-emergencial resistiu à passagem do tempo.

Na etapa seguinte, quando tudo já parecia tardio, os governantes finalmente afrouxaram as providências que asfixiavam a economia e a vida parecia paulatinamente retornar seu fluxo normal.

Até que, passados novamente Natal, Ano Novo e o Carnaval, despertou-se para o retorno da pandemia. Só que desta vez os agentes políticos pretendem retroceder ainda mais duramente.

Como das outras vezes, o pequeno comércio foi o primeiro atingido. Até o futebol, que estava sem público e adotava rígidos protocolos de segurança, voltou à suspensão das partidas oficiais,

Nem se discuta a eficácia de tais métodos de segurança, assim como a da famigerada máscara. Não foram apresentados dados confiáveis de correlação estatística entre o controle social e a curva pandêmica.

Enquanto isso, transeuntes famintos veem-se diante da impossibilidade de encontrar restaurante aberto, assim como comprar roupas só é possível no tiro da escuridão virtual.

Passado um ano, desde o início da quarentena, o brasileiro está cansado de tantos desmandos. Quer apenas viver plenamente, dentro da simplicidade dos riscos dessa condição.

O SUS foi criado para servir o povo. Contudo, o que vemos na prática é um pouco do contrário: em virtude do colapso dos leitos públicos, o cidadão é tolhido para viabilizar a rede.

Tempos atrás, riram de uma Chefe de Estado que cogitou sobre a estocagem do ar. Mas tentar impor limites gerais a um vírus de facilitada transmissão humana também parece ilógico.

Causa desânimo verificar as pessoas paradoxalmente conformadas às circunstâncias e sem aderência real às medidas de saúde pública. A questão é: até quando perdurará o presente absurdo? 

Enquanto a vacina não chega para todos, a pandemia persiste e restrições parecem eternas.

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O Quinto Poder

Coluna assinada pelo Promotor de Justiça da Cidadania, José Luiz Bednarski. Uma abordagem apartidária, com discussão aberta dos assuntos de interesse geral; o amadurecimento paulatino da cidadania, a força da população em diálogo com órgãos independentes representativos, como MP, Defensoria Pública e outras instituições criadas ou fortalecidas a partir daConstituição de 1988.


E-mail do autor: joseluizbednarski@gmail.com
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