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Publicado em 13/07/2018 às 10h27
O novo futebol da Copa


JOSÉ LUIZ BEDNARSKI

Um campo de futebol oficial pode ter até 120 metros de comprimento e 90 de largura. Todavia, a metragem padronizada pela FIFA no Campeonato Mundial é de 105 por 68 metros. A dimensão está conforme o tamanho das canchas europeias, situadas em pequenos espaços no disputado cenário urbano dos grandes centros. 

A adoção do parâmetro reflete a predominância financeira do Velho Continente e favorece obviamente o estilo de jogo da escola europeia, de menor técnica e maior força física. 

O gramado é perfeito, um verdadeiro tapete verde, para que nenhum buraco ou morrinho artilheiro surpreenda os atletas de cintura dura, sem intimidade com a gorduchinha, que apresentariam dificuldade para dominá-la em circunstâncias adversas.

A relva é molhada por onipresente e automático sistema de irrigação artificial, antes e durante todo o intervalo da partida, para que a bola transite pelo campo em velocidade vertiginosa.

Com a umidade, as contendas perderam em arte e lucidez, mas ganharam em emoção e rapidez. O que antes era jogo de bola se transformou em batalha de gladiadores anabolizados famintos pela vitória.

Por falar em bola, a tecnologia alterou completamente a técnica dos goleiros. A impermeabilidade torna as esferas modernas leves, mesmo com temporais. O revestimento é liso ao extremo e os chutes ganham efeito inesperado porque a pressão gerada não se dissipa externamente. Eis as razões pelas quais os arqueiros de hoje mais rebatem que encaixam.

Goleiros obrigados a jogar com os pés, meio-campistas transgênicos de criação e marcação, zagueiros gigantes preparados para jogadas aéreas e atacantes velozes a ponto de baterem o recorde mundial dos 100 metros rasos com a bola nos pés. Assim se viu o desfile de craques na Copa da Rússia.

Enquanto os boleiros brazucas continuam mais preocupados com seus objetos de grife, penteados espetaculares e gestos escandalosos em campo, os jogadores mundiais de maior sucesso em 2018 não ostentam somente músculos do pescoço para baixo. 

Fazem protestos políticos que irritam a FIFA (Xhaka, Shaqiri e Vida), negociam sigilosamente transferências milionárias (CR7) e cobram ética dos colegas subdesenvolvidos que ainda insistem em tentar ludibriar a arbitragem.

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Coluna assinada pelo Promotor de Justiça da Cidadania, José Luiz Bednarski. Uma abordagem apartidária, com discussão aberta dos assuntos de interesse geral; o amadurecimento paulatino da cidadania, a força da população em diálogo com órgãos independentes representativos, como MP, Defensoria Pública e outras instituições criadas ou fortalecidas a partir daConstituição de 1988.


E-mail do autor: joseluizbednarski@gmail.com
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