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Publicado em 10/02/2017 às 09h44
O ‘erro’ certo


RODRIGO ROMERO

'Sully: O Herói do Rio Hudson' (2016) esteve em cartaz por aqui até pouco tempo atrás. É o 35º filme dirigido por Clint Eastwood. Aos quase 87 anos de vida, o cineasta segue em forma e transforma boas tramas em filmes de bom gosto. Neste, leva à telona o caso verídico ocorrido em 2009, quando Sully, o experiente piloto de avião, ao se ver encrencado com graves problemas na aeronave, a pousa bem no rio Hudson, um dos cartões postais de Nova Iorque.

Com 155 a bordo, consegue salvar a todos. E o que era um ato heroico vira um julgamento por procedimentos errados. A comissão da aeronáutica avaliou que ele poderia ter manobrado para deixar o avião na pista correta, e não ir ao rio, correndo o risco de matar todo mundo. Aí fica a questão: contar com a experiência de décadas funciona em dias como este? No caso de Sully, sim.

No 'olhômetro', calculou o que dava e o que não dava para fazer ali. A racionalidade pulou fora, pois a técnica, bastante válida, óbvio, somou pouco. E Eastwood trabalha isto com perfeição e objetividade. As firulas estão longe das obras do ator-diretor, aliás. Com 'Sully', de somente 96 minutos de duração, prova-se. A fita necessita de pouca explicação, sem enrolação. As atuações correm ao lado do comandante.

Tom Hanks, de cabelos, bigodes brancos, está supercorreto no papel. Não é excessivo. Percebe-se a mão de Eastwood atrás das câmeras. Com Aaron Eckhart, o Jeff Skiles (copiloto de Sully), segue na igual toada. A fotografia é estilo Eastwood - cinza, tênue, sem malabarismos. Com este longa-metragem, o diretor ganhador de dois Oscars - 'Os Imperdoáveis', de 1992, e 'Menina de Ouro', 2004 -dá uma espetada nos 'bonzinhos'.

Concorre a apenas uma categoria no Oscar-2017: edição de som. Talvez Hanks merecesse também, mas fica difícil avaliar se comparar a atuação dele com outras memoráveis. No fim das contas, ao juntar o bolo todo, 'Sully' quer mostrar ao público que determinados tipos de decisões precisam ser tomadas sem o cérebro engenhoso, tenaz e expert, mas sim com a capacidade da experiência. Pode ser que um piloto de 25 anos não tivesse tal julgamento, por exemplo. Vai saber... Mas Clint Eastwood continua no topo. Impressionante.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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