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Publicado em 02/10/2020 às 14h14
Era só o que faltava


RODRIGO ROMERO

Os ares realmente andam irrespiráveis na Academia de Artes Cinematográficas. Ou os membros enlouqueceram de vez ou querem arrumar algum jeito de acabar com a pouca credibilidade que o Oscar ainda tem, conquistada a duras penas desde a primeira edição do prêmio, em maio de 1929.

A Patrulha do Politicamente Correto (PPC), esta chaga que assola o planeta nos últimos tempos, invadiu a sétima arte de tal forma que falta pouco para que os cinéfilos aficionados queiram apenas assistir às produções de 2000 para trás. Lembrem-se de que, não faz muito, disseram que '... E o Vento Levou' (1939) é filme 'racista' - e a partir de então suas exibições na HBO vêm com tarja explicativa sobre a informação ignominiosa.

Agora, imaginem os senhores que a Academia anunciou em setembro uma série de diretrizes detalhadas sobre inclusão e diversidade que os cineastas terão de cumprir a que seu trabalho seja elegível ao prêmio de melhor filme a partir de 2024. O órgão afirmou que esses novos padrões representam o 'início da nova fase', com 'esforço a promover a diversidade dentro e fora das telas'.

As regras estabelecem 4 padrões de representatividade, dos quais ao menos 2 devem ser seguidos. Estão aí englobadas, por exemplo, porcentagens de atores asiáticos, negros, homossexuais, latinos, mulheres, indígenas etc. E não acaba nisto. O absurdo das cotas segue aos bastidores, onde cinegrafistas, iluminadores, maquiadores, estagiários etc também deverão conter porcentagem das categorias citadas anteriormente.

Ora, faça-me o favor! Então quer dizer que aquele estúdio milionário, cuja produção gasta tubos de dinheiro a fim de filmar os melhores roteiros, serão obrigados a contratar essas pessoas, mesmo que algumas delas não tenham competência ao cargo, porque a Academia assim ordenou, caso o longa-metragem queira estar dentre os votáveis às estatuetas daqui a 4 anos. Era só o que faltava! Cota em cinema não dá!

Não sei o que meu eterno guru Rubens Ewald Filho diria do comportamento inacreditável, que beira a insanidade. O Oscar, que desde 2010, 2011, não tem graça alguma, ruirá de maneira indelével se seguir com isso. A PPC corrói tudo o que toca, deixa rastros de preconceitos, baixa aceitação. O cinema agoniza. Que mundo chato!

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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