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Publicado em 12/07/2019 às 16h47
Crimes ambientais em Jacareí


RODRIGO ROMERO

A realização da audiência pública sobre segurança, na Câmara Municipal, na semana passada, não esgotou a riqueza do tema. Ao contrário, instigou novas reflexões sobre ele.

Jacareí é mais que uma cidade estimada no Vale do Paraíba e relevante na História do Brasil. É a morada de mais de 220 mil habitantes, de variadas idades e condições de saúde. É preciso zelar por ela.

Infelizmente, o município sofre com a inconsequência de atos criminosos, que afetam diretamente a qualidade de vida e a saúde da população afonsina.

Jacareí sofre na estiagem dos invernos com as queimadas que proliferam indevidamente como paliativo na conservação de terrenos e destinação de podas. A fumaça domina o ar e sufoca à tardezinha.

A Via Dutra é um aliado topográfico no combate a esse crime ambiental, pois proporciona ampla visão da urbe e facilita a localização precoce dos focos de incêndio.

A poluição das águas do Rio Paraíba e, principalmente, dos seus afluentes é outro crime discretamente praticado em detrimento da principal riqueza jacareiense.

Algumas fábricas inidôneas aproveitam para despejar suas impurezas no período noturno e nos finais de semana, contando com o afrouxamento da vigilância ambiental nas horas mortas.

O abandono de cães e gatos é outro drama perene, de que padecem a saúde pública e a fauna doméstica. Figuram notadamente como vítimas espécimes sem raça definida, fêmeas prenhas e animais mais ativos.

Os locais preferidos para o abandono são as vias ermas, os terrenos baldios e as vizinhanças de entidade animal ou de maior poder aquisitivo. Garantia dupla: acolhimento ao xerimbabo e impunidade ao algoz.

Pelo menos no tocante ao abandono animal, é possível que a gradual instalação e o progressivo aprimoramento do COI colaborem para a elucidação da autoria de certa parte desses atos covardes.

Já no que diz respeito aos demais crimes ambientais acima citados, ainda se depende de mais investimento nas estruturas de Polícia Ambiental e maior comprometimento das autoridades envolvidas com o interesse público.

Doutra banda, políticas criminais laxativas implantadas na Nova República (1985-2018), com soluções consensuais e alternativas tipicamente brasileiras, pouco ajudam nesse sentido.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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