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Publicado em 09/02/2015 às 11h52
O de sempre


RODRIGO ROMERO

'O Jogo da Imitação' (2014) é um longa inglês dirigido por um norueguês. Pode soar preconceituoso, mas trata-se dum filme com poço de frieza instalado em seu DNA. A história, a cinebiografia de Alan Turing, o sujeito que praticamente inventou o computador moderno para poder derrotar os nazistas na Segunda Guerra Mundial, é relevante, mas, com raras exceções, a obra se perde em muita teoria e pouca prática, literalmente. Nem o protagonista Benedict Cumberbatch, londrino, convence (apesar de tentar muito). Como a Academia de Artes é previsível em determinadas atitudes, indicou 'O Jogo da Imitação' a alguns prêmios, dentre eles o de filme, ator, roteiro adaptado. Joga-se fora a grandeza.

A trama envolve o período em que o governo britânico monta uma equipe com o fim de quebrar o tal 'Enigma', famoso código que os alemães usavam a transmitir mensagens aos submarinos. Turing faz parte da trupe. Aos 27 anos, é lógico nas suas ações e focado no emprego. Porém tem problemas com os demais colegas, de relacionamento. Mesmo intransigente, o 'cientista' lidera os outros. O projeto é construir uma máquina que analise as possibilidades de codificação do 'Enigma' em 18 horas, a que o país consiga as ordens enviadas pelos seguidores de Hitler antes que elas sejam executadas. A.Turing é auxiliado por Joan Clarke (Keira Knightley), tão inteligente quanto ele e sua grande incentivadora.

Nunca considerei Keira uma boa atriz. Inexpressiva e desconjuntada, os filmes dos quais fez parte se tornaram célebres não por conta dela ('Orgulho e Preconceito' - 2005, 'Desejo e Reparação' - 2007, 'Anna Karenina' - 2012 etc). Já Benedict está em seu primeiro trabalho de importância. Antes esteve em papéis menores, como em '12 Anos de Escravidão' (2013) e 'Cavalo de Guerra' (2011). O ator não se parece com o biografado e há sequências em que soa estar despreparado para a tarefa (Turing, na vida real, era homossexual e foi penalizado por isto - cometeu suicídio em 1954, aos 41 anos, quando ingeriu uma maçã envenenada. Em dezembro de 2013, a rainha Elizabeth II lhe deu o perdão oficial).

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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