Terça, 25 Junho 2024

Pelé dos anos 80

Pelé dos anos 80

Embora plenamente identificado com a camisa 10 do Flamengo, Zico era admirado pelos torcedores de outros times.

Quarenta anos atrás, o futebol era outro. Proliferavam craques dentro e fora do Brasil. O maior deles era Zico, unanimidade entre todas as torcidas.

Embora plenamente identificado com a camisa 10 do Mengo, ele era admirado pelos aficionados doutras equipes porque esbanjava categoria e sempre respeitou os rivais.

Pelo mundo afora, existiam ídolos de primeira grandeza no universo da bola. Mais especificamente, Platini, Boniek, Rummenigge e Maradona. Porém, nenhum deles superou o Galinho.

No caso do grande meio-campista argentino, posteriormente solidificado como um dos maiores jogadores de todos os tempos, a estatística comprova: Zico venceu a ampla maioria dos jogos contra Diego Armando.

Batia falta com precisão mortal, dava dribles desconcertantes, regia a cancha com incomparável visão de jogo, dominava o cabeceio, possuía incansável preparo, além do faro apuradíssimo de artilheiro.

O fora-de-série consagrou vários coadjuvantes. Atletas de condição técnica média, cuja carreira nunca decolou longe de Zico, mas que se inspiravam com a parceria do maior de seu tempo e pareciam verdadeiras feras ao lado dele.

Naquele tempo, rezava a lenda que Zico era artificial, menino franzino que se formou atleta invejável, graças à tecnologia dos laboratórios científicos. Pura balela. Na verdade, seu talento é que era sobrenatural.

Superou grave contusão de joelho, numa época em que esse tipo de lesão costumava levar os pacientes esportistas à aposentadoria precoce, e voltou a jogar em altíssimo nível e levantou mais troféus.

Ídolo na Itália, levou um time provinciano ao topo da tabela, assim como foi responsável pelo desenvolvimento do esporte bretão na terra do sol nascente e dirigiu vários selecionados internacionais, sempre primando pela filosofia do futebol ofensivo.

Seu lado cidadão ombreia o atleta de ponta que foi. Todo final de ano, Zico organiza o Jogo das Estrelas, o maior evento beneficente do Brasil. E, se o Flamengo é o time brasileiro mais conhecido no exterior, mérito de Zico, camisa 10 da inesquecível Seleção de 82. 

 

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