Terça, 25 Junho 2024

Terapia da escuta

Terapia da escuta

A necessidade não é nova e sim a consciência de valermo-nos de um socorro que nos livre de vários traumas.  

Incrível chegarmos onde chegamos: Precisarmos de um socorrista cujo atendimento é ouvir-nos no que 'precisamos dizer'. A necessidade não é nova e sim a consciência de valermo-nos de um socorro que nos livre de vários traumas. Necessidade que aumenta a cada vez que nos sentimos impotentes para resolver problemas que antes bastava o tempo certo para nos livrarmos deles.

Professora de música havia muitos anos, fazia parte do trabalho da Filha Brilhante, Nilcea Vilela, dar aulas de música a pessoas especiais tratadas em unidades da Prefeitura de Jacareí. Foi quando ela percebeu que certas atividades praticadas adequadamente são importantes para pessoas com vários tipos de problemas psicológicos. Igualmente, outros traumas precisam da mesma atenção e permanecem carentes de atendimento, como a 'terapia da escuta' por exemplo.

Esta realidade levou Nilcea a concluir curso de psicologia e dedicar-se à linha humanística de Carl Rogers, o que ela vem fazendo com sucesso há cerca de dois anos. O método procura suprir a necessidade de muitas pessoas a simplesmente serem ouvidas no que têm a dizer em situações traumáticas.

Uma das ocorrências comuns é falta de habilidade para lidar com o luto, por morte de um ente querido ou uma 'perda' em situação importante aparentemente irreparável. Casos que podem ser resolvidos com tratamento adequado, mas perturbam o paciente por tempo incalculável se ignorados.

Nilcea pertence à Sociedade Jacareiense de Apoio Social (Sojas), que se propõe a cuidar do atendimento psicológico focado em escutar o paciente e, se for o caso, encaminhá-lo a órgãos oficiais de atendimento específico; a chamada Clínica Social.

Sua preocupação é de que desde o advento da pandemia do Covid-19, cresce de maneira preocupante casos de pessoas necessitadas de serem ouvidas, de serem reconhecidas em seus valores humanos. 'Ouvir é reconhecer os valores humanos de quem é ouvido e, pasme, mesmo na difícil tarefa de escutar a si próprio', conclui a Filha Brilhante. 

 

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