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Publicado em 16/12/2016 às 10h44
Sonia e Ove


RODRIGO ROMERO

Por estes dias tenho vistos filmes de outras praças. As dicas de amigos me têm sido preciosas. Como entramos agora no mês do natal, discorro aqui hoje sobre um longa lindo e cheio de ternura e lições de moral: 'Um Homem Chamado Ove', rodado e produzido na Suécia e lançado exatamente no natal do ano passado. O Ove do título é o senhor de 59 anos recém-enviuvado.

Não sorri. Não é simpático. Não demonstra emoções. Não tolera incompetentes ('idiotas'). Quer porque quer se matar e, assim, rever a esposa. Não consegue êxito por 'n' razões. O mundo coopera pouco com ele. No condomínio onde mora, as regras abundam e Ove, como um bom gestor, cuida pra que as regulamentações sejam cumpridas. Ele discute com vizinhos e visitantes.

Cobra o rigor com extrema má educação. Mas por trás desta figura animalesca se esconde um quase ancião solitário e depressivo pela morte da esposa Sonia. Ela se foi há seis meses, aos 58 anos, de câncer. Ove costuma ir diariamente ao cemitério ter com a sua companheira. E toda a rotina começa a mudar quando uma família liderada por Parvaneh, moça iraniana que está grávida, se muda para o condomínio.

Intempestiva, cativante, ela aos poucos encanta Ove, que se vê desarmado diante das atitudes geniosas da sua vizinha. Dirigido por Hannes Holm, baseado em um best seller escrito por Fredrik Backman, 'Um Homem Chamado Ove' fará você fazer força para não derramar lágrimas, além de dar boas risadas.

Pode-se dizer que é uma mistura de 'Melhor é Impossível' (1997), com Jack Nicholson neurastênico, com 'A Felicidade não se Compra' (1946), tido como a película clássica do período natalino... A qualidade do longa é mérito do diretor, que com F. Backman redigiu o blocked, e do elenco afiadíssimo, com destaque para o protagonista Rolf Lassgard, e principalmente de Ida Engvoll, a Sonia.

Ida tem 31 anos e a vida nos seus olhos azuis. É difícil expressar toda sua beleza e atração, além da interpretação recheada de robustez e imponência. Ela duela muito bem com Rolf Lassgard. 'Um Homem Chamado Ove' é difícil de ser encontrado pra se ver. Talvez no Netflix, não sei. Ou até no Telecine Cult. Eu o assisti numa cópia pirata emprestada.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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