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Publicado em 20/03/2020 às 16h01
Biografia de Noel


RODRIGO ROMERO

Hoje vou falar de mais uma animação que ficou entre as 5 finalistas do Oscar 2020: 'Klaus' (2019, Netflix). Típica história de conto de fadas, pode ser chamada de cinebiografia do Papai Noel.

Jasper, um carteiro folgado e mimado, porque é filho do dono da agência dos Correios, acostumado ao bem-bom da vida, é mandado pelo pai a Smeerensburg's, a cidade nórdica onde 'Judas perdeu as botas': longe, gelada, inóspita, sem um pingo de alegria e o pior: com 2 famílias em pé de guerra há séculos - os Krum contra os Ellingboes.

O pai o ameaça: ou Jasper cumpre a missão de entregar lá pelo menos 6 mil cartas no prazo de um ano, ou adeus herança. E em Smeerensburg's não há nada - tudo é depressivo, cinza, meio gótico, morta.

A agência dos Correios está caindo aos pedaços e a chegada de Jasper ali é motivo de piada. 'É só mais um carteirozinho que irá embora depois de alguns dias por nao aguentar o clima local'.

Aos poucos, algo começa a mudar. Por acaso, o recém-chegado descobre que nos fundos da cidade vive Klaus, um senhor mal-humorado de meia idade solitário que fabrica brinquedos de madeira, cujos traços lembram os membros fortões da Liga da Justiça.

Eis o encanto das crianças. O diretor Sergio Pablo é estreante na função, mas já participou de outras animações, como 'Meu Malvado Favorito' (2010) e 'Rio' (2011), como roteirista e desenhista, respectivamente.

Trata-se do primeiro longa-metragem de animação produzido 100% pela Netflix. Tudo é muito bem amarrado. Vemos como surgiu cada lenda de Noel: o trenó, as renas, a roupa vermelha, a entrada pela chaminé, enfim.

Passo a passo, aquela cidade que Jasper conheceu se transforma. Anteriormente pacata, para dizer o mínimo, Smeerensburg's pega cores para si. Não tem como ficar sem se emocionar com 'Klaus'.

Toda a lembrança da infância vem à tona. Pelo menos isso ocorreu comigo. E o toque de mestre de Pablo está baseado na famosa expressão 'gentileza gera gentileza'. Os feitos do bom velhinho até nos fazem esquecer que é 'mais um daqueles filmes de Natal'.

Não é apenas isso. Tem algo a mais embutido ali - é o sorriso ingênuo e sincero da criança que você e eu fomos um dia. Duração: 97 minutos. Cotação: ótimo.

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Rodrigo Romero é jornalista desde 2001. Passou por Diário de Jacareí, Diário de Mogi e assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jacareí. Em 2008 foi para a TV Câmara Jacareí, onde até hoje atua como apresentador e repórter. Escreve há quase dez anos, semanalmente, a coluna 'Coisas de Cinema' no Diário de Jacareí.


E-mail do autor: rodrigoromeropl@ig.com.br
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