Segunda, 27 Setembro 2021

Nos tempos do Imperador

Nos tempos do Imperador

Marcante característica difere Dom Pedro II dos dirigentes atuais. Nosso culto monarca tinha verdadeiro espírito republicano.

Na semana finda, iniciou-se nova novela das 18h15 – Nos Tempos do Imperador, com prólogo reprisado dos melhores momentos de sua precedente narrativa, Novo Mundo, forçado pela paralisação das atividades de dramaturgia do canal transmissor, por conta da pandemia do vírus 'made in China'.

Marcante característica difere Dom Pedro II dos dirigentes atuais. Nosso culto monarca tinha verdadeiro espírito republicano. Já os parcamente alfabetizados politiqueiros contemporâneos reinam para si, como déspotas.

Enquanto o Imperador passava os sábados a receber em palácio, sem prévio agendamento, qualquer do povo (até escravos), os mandachuvas hodiernos encastelam-se na distante Brasília, cidade de ostensivos monumentos ao poder e hostil à circulação humana, bem ao estilo comunista que a projetou.

Após o fatídico XV de Novembro, o País inicialmente foi reduzido à condição copiada de 'Estados Unidos do Brasil'. Trocou-se a estabilidade institucional por sete sucessivas Constituições de araque.

Desembocamos na atual 'República Federativa do Brasil', republicana praticamente só no título, além de ser o sistema federativo mais 'fake' imaginável.

Quando o modelo é ruim, o mau exemplo desce contaminando toda a estrutura. Não pode ser considerado republicano o sigilo dos gastos com cartões corporativos, por exemplo.

Bom lembrete: o portal da transparência da Câmara de Jacareí está desatualizadíssimo.

Voltando ao assunto, computados apenas os gastos divulgados, o Gabinete Presidencial gasta por ano US$ 190 milhões. A cifra é U$ 23 milhões superior ao gasto anual das Casas Reais da Inglaterra, Suécia e Dinamarca juntas.

Custear só a Família Imperial traria economia. Na atual República, o Erário sustenta vitaliciamente seis ex-Presidentes (inclusive os condenados por atos contra a Administração Pública) e sua dispendiosa parentela.

A despesa monárquica é compensada pelo retorno turístico, a Inglaterra comprova. No Brasil, o exotismo da única Realeza sul-americana tem potencial. Até com a Casa Imperial destronada, Petrópolis atrai mais curiosos que Brasília.

Dizia Pedro II, 'despesa inútil é furto à Nação'. Enquanto possível qualquer corte, imposto novo não surgia (tínhamos 14 à época, hoje são quase cem – e subindo).

Oxalá a novela conscientize cidadãos à restauração da verdadeira brasilidade, o Brasil reconciliado com suas raízes e prósperas tradições. 

 

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