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Uma 'despiora' maior

EditorialPolítica

Uma 'despiora' maior

Para seriedade do sistema, impõe-se fiscalização forte das movimentações dos fundos partidário e eleitoral 

A pouco mais de dez meses do brasileiro escolher novos representantes para a Presidência da República, Senado e legislativos federais e estaduais, uma importante novidade ameniza vícios do sistema; 'despiora', como ironizam os críticos: o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou que a ajuda em dinheiro a ser entregue a negros e mulheres candidatos, oriunda do Fundo Eleitoral, a títulos de cotas racial e de gênero, seja entregue a cada um dos beneficiários até 13 setembro, 19 dias antes das eleições marcadas para 2 de outubro.

Prazo curto, mas se lembrarmos que na eleição municipal de 2020 esse tipo de ajuda foi entregue sem critério rígido (e apenas a 15% dos pretos e pardos) 15 dias antes do pleito, além de muitos não a terem recebido, podemos dizer que o prazo atual sinaliza um avanço. Ou uma esperança. Representantes dessa categoria advogam que tais valores sejam entregues bem antes, para dar tempo de desenvolver uma campanha mais eficiente e à altura dos demais concorrentes.

Essas ajudas buscam uma disputa 'mais igualitária', porém a realidade mostra distorções, como o surgimento de candidatos 'laranjas', que entregam o dinheiro a espertalhões de boa parte dos partidos. O noticiário da última eleição apontou para quota das mulheres 'candidatas de araque' às câmaras municipais e prefeituras. Houve candidatas com votações ridículas, e outras que 'nem sabiam' das ajudas financeiras. Entraram no sistema para cumprir percentual mínimo de mulheres por partido exigido pela lei; houve quem disputou 'apenas para atender a pedido' da chefia de siglas partidárias.

Para seriedade do sistema, impõe-se fiscalização forte das movimentações dos fundos partidário e eleitoral – que este ano podem ultrapassar R$ 5 bilhões (O Partido Novo tenta na Justiça reduzir para pouco mais de R$ 2 bilhões) – para dificultar ao máximo ações de aproveitadores. E para que a recente determinação do TSE seja uma 'despiora' bem maior dos vícios partidários.

É a nossa opinião. 

 

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Quinta, 26 Mai 2022

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