Câmara vota projeto que pode viabilizar novo Hospital Municipal
Proposta do prefeito autoriza dação de duas áreas municipais, avaliadas em R$ 16,3 milhões, para abater parte da indenização.
A Câmara Municipal de Jacareí vota nesta quarta-feira (16), às 9h, o projeto de lei encaminhado pelo prefeito Celso Florêncio (PL) que autoriza a Prefeitura a utilizar dois imóveis públicos como dação em pagamento de parte da indenização devida à empresa Policlin Serviços Médico-Hospitalares pela desapropriação do prédio onde funcionava o antigo Hospital Policlin, no Jardim Paraíba (região central).
De acordo com o projeto, a indenização pela desapropriação foi avaliada em R$ 27,7 milhões. Para amortizar parte desse valor, o Executivo propõe transferir à empresa dois terrenos municipais localizados na região do Villa Branca (região leste), avaliados em R$ 10 milhões e R$ 6,3 milhões, respectivamente.
Caso seja aprovado, o projeto permitirá o abatimento de R$ 16,3 milhões da indenização por meio da transferência dos imóveis. Para isso, também prevê a desafetação das áreas, que atualmente são classificadas como bens de uso especial e passariam à categoria de bens dominicais, condição necessária para a transferência.
A proposta faz parte do processo de implantação do futuro Hospital Municipal no imóvel do antigo Policlin, na Avenida Edouard Six, região central. O prédio tem 8.728 metros quadrados de área total e 2.657 metros quadrados de área construída.
Hospital foi 'promessa de campanha' que
atravessou diferentes eleições em Jacareí
A criação de um Hospital Municipal é uma promessa que atravessa diferentes eleições em Jacareí. Há mais de três décadas, a construção de uma unidade própria de atendimento hospitalar aparece no discurso político local.
No início dos anos 1990, o então prefeito Osvaldo Arouca chegou a lançar uma pedra fundamental para a construção de um hospital na região do Santa Cruz dos Lázaros (região oeste). O projeto não se concretizou como inicialmente anunciado.
A promessa voltou a aparecer com frequência nas campanhas municipais a partir das eleições de 2000 e atravessou diferentes administrações, incluindo os governos de Marco Aurélio de Souza, Hamilton Mota e Izaias Santana, sem que o município chegasse a colocar em funcionamento um Hospital Municipal próprio.
Agora, antes de qualquer avanço na utilização dos dois terrenos públicos, a proposta que trata de parte da operação está submetida à análise e ao voto dos vereadores.
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