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Dois anos sem ir ao cinema

Dois anos sem ir ao cinema

As redes de exibição de filmes do Vale do Paraíba demitiram funcionários por terem permanecido trancadas ao longo de meses.  

Em dezembro de 2020, neste espaço, comentei sobre ter ficado 1 ano sem ir ao cinema, por causa da pandemia. Pois bem: 12 meses se passaram e, de novo, não fui ao cinema. As salas (algumas) estão reabertas, mas preferi me ausentar. As redes de exibição de filmes do Vale do Paraíba demitiram funcionários por terem permanecido trancadas ao longo de meses e, ao descortinar a telona após as liberações, o público, receoso (muito pelo pânico alastrado pela imprensa), se recusou a frequentar o estabelecimento.

O meu caso se deu de outra forma. Como gosto e aprecio fitas antigas, anteriores a 1970, decidi assisti-las em casa, via DVD, youtube ou aplicativo na TV. Jamais pensei que diria ou escreveria isso: não me fez falta ir ao cinema. Isto se deve, muito, pelos longas-metragens atuais serem mera extensão da fábrica de explosivos e terem como protagonista o efeito especial.

Não sou fã dos longas de super-heróis ou catástrofes da meteorologia, e tampouco do terror que faz o espectador enfartar ou melações dos romances compostos por casais sem sal - a química está difícil. Em compensação, pude ver do meu sofá suspenses psicológicos de Ingmar Bergman, comédias que não são para rir de Woody Allen, trabalhos inacreditáveis (de tão ruim) de Ed Wood, por exemplo.

Li livros de críticas de cinema e descobri que nada sei sobre o tema, a não ser guardar na memória datas e elencos. 2021 também foi o ano em que eu, pela primeira vez desde os anos 1990, deixei o Oscar de lado, porque dava para sentir de longe o cheiro da Patrulha do Politicamente Correto exalando da Academia e produções concorrentes - ficará pior daqui a 2 ou 3 anos, quando o documento que exige cotas passará a ser obrigatório ao filme figurar nos 5 finalistas de cada quesito.

Enfim, a Sétima Arte deu suas cambalhotas e convidou pouca gente, somente os que estão dentro da bolha da patota do selo azul, como bem definiu Rodrigo Constantino. Escolhi ficar de fora e observar histórias de outrora, mais verdadeiras e bem filmadas, cujos elencos faziam jus às produções. Nasci em época errada. 

 

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Terça, 18 Janeiro 2022

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