Quinta, 23 Julho 2026

Trabalhadores da Parker mantêm greve e aguardam nova negociação

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Trabalhadores da Parker mantêm greve e aguardam nova negociação

Sindicato cobra transferência de funcionários ou indenização após empresa confirmar decisão de fechar unidade de Jacareí. 

A greve começou depois do anúncio do fechamento da unidade de Jacareí. Foto- Alex Gomes/Divulgação

Os trabalhadores da Parker Hannifin, em Jacareí, decidiram manter a greve iniciada na última segunda-feira (20) enquanto aguardam uma nova rodada de negociação sobre o fechamento da fábrica. A decisão foi tomada em assembleia realizada na terça-feira (21), na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

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Uma nova reunião entre representantes dos trabalhadores e da empresa estava marcada para esta quarta-feira (22). O Sindicato cobra alternativas para evitar demissões e melhores condições para os funcionários que eventualmente forem desligados.

A greve começou depois do anúncio do fechamento da unidade de Jacareí. Em reunião realizada na segunda-feira, o Sindicato contestou a medida, mas, segundo a entidade, representantes da Parker informaram que a decisão de encerrar as atividades na cidade já está tomada.

Na negociação, a empresa teria apresentado uma proposta de indenização social de R$ 2 mil para os trabalhadores que forem desligados. O valor foi rejeitado pelo Sindicato ainda durante a reunião.

Com o impasse, os funcionários decidiram em assembleia permanecer paralisados pelo menos até uma nova discussão das reivindicações apresentadas à empresa.

A Parker Hannifin produz válvulas destinadas, entre outros segmentos, aos setores agrícola e de máquinas.

TRANSFERÊNCIAS
Entre as principais reivindicações está a transferência dos trabalhadores da unidade de Jacareí para a fábrica de São José dos Campos ou para outras unidades da Parker no Brasil. 

Para os funcionários que aceitarem a transferência, o Sindicato reivindica garantia de estabilidade no emprego pelo período de um ano. Já para aqueles que não forem transferidos ou optarem pelo desligamento, a pauta apresentada à empresa prevê indenização social equivalente a 20 salários nominais, além da manutenção dos benefícios por 18 meses.

O Sindicato também cobra tratamento específico para funcionários que possuem estabilidade em razão de doença ocupacional ou acidente de trabalho com sequelas. Para esses casos, a reivindicação é de pagamento dos salários até a aposentadoria.

As propostas estão sendo discutidas após a confirmação, segundo o Sindicato, de que a Parker pretende encerrar as atividades da fábrica de Jacareí.

FECHAMENTO
Além das condições para os trabalhadores, o Sindicato contesta a forma como a decisão de fechar a unidade foi tomada. Segundo a entidade, não houve negociação prévia com a representação sindical antes do anúncio. O Sindicato sustenta que decisões envolvendo demissões coletivas devem ser precedidas de negociação com a entidade representativa dos trabalhadores.

"É uma vergonha oferecer um valor tão baixo para que o trabalhador aceite perder seu emprego, por isso rejeitamos a proposta ainda na mesa de negociação", afirmou a diretora do Sindicato, Fatima Silva. Ela também criticou a condução do fechamento e afirmou que os trabalhadores continuarão mobilizados em defesa de seus empregos e direitos.
 

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