Quinta, 10 Setembro 2026

Professora e escritora de Jacareí leva debate sobre bullying à Bienal do Livro

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Professora e escritora de Jacareí leva debate sobre bullying à Bienal do Livro

Após mais de 25 anos em sala de aula, Alyne Camargo transformou uma história real em livro paradidático. 

Alyne Camargo participou, no último sábado (5), da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Foto- Divulgação

A experiência de mais de 25 anos em sala de aula levou uma professora e escritora de Jacareí a transformar histórias vivenciadas no ambiente escolar em literatura. Professora de Língua Portuguesa e Literatura, Alyne Camargo participou, no último sábado (5), da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde apresentou seu trabalho e levou ao público a discussão sobre bullying, respeito e empatia.

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Autora de 'A Mochila Verde', Alyne começou a contar aos alunos, ainda nos anos 1990, uma história real que provocava reflexão sobre atitudes e convivência. O interesse dos próprios estudantes a incentivou, anos depois, a transformar aquela experiência em um livro paradidático infantojuvenil.

A obra aborda o bullying não como uma simples brincadeira, mas como uma forma de violência que pode deixar marcas e precisa ser discutida dentro e fora das escolas.

A preocupação encontra respaldo nos dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) mostra que o percentual de estudantes que relataram ter sofrido bullying de forma recorrente passou de 23% em 2019 para 27,2% em 2024. O levantamento considera situações ocorridas duas ou mais vezes nos 30 dias anteriores à pesquisa.

O dado representa mais de um quarto dos estudantes pesquisados. Entre as meninas, o percentual chegou a 30,1%, contra 24,3% entre os meninos. O problema também aparece de forma semelhante nas redes pública e privada.

DE JACAREÍ PARA A BIENAL
Foi dentro desse contexto que surgiu o convite para Alyne participar da Bienal, levando para um dos principais eventos literários do país uma discussão construída a partir de sua própria trajetória profissional.

Para a escritora, a literatura pode funcionar como instrumento de reflexão e ajudar crianças e adolescentes a compreender situações de violência, desenvolver empatia e repensar comportamentos.

Como os ingressos para a participação na Bienal se esgotaram, Alyne fará uma tarde de autógrafos neste sábado (12), em São José dos Campos, na Livraria Mantiqueira (Avenida Paulo Becker, 108, no bairro Vila Adyana). O encontro reunirá alunos, ex-alunos, professores e diretores que acompanharam sua trajetória. 

 

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