Quinta, 12 Março 2026

Procon intensifica fiscalização de preços em postos de combustíveis em Jacareí

Cidadeguerra no Irã

Procon intensifica fiscalização de preços em postos de combustíveis em Jacareí

A ação tem como objetivo evitar que os consumidores sejam expostos a reajustes abusivos, diante da guerra no Oriente Médio. 

Equipe registra os preços anunciados em cada um dos combustíveis e programa o retorno sem aviso prévio. Foto- Divulgação/PMJ
O Procon de Jacareí passou a intensificar a fiscalização realizada em postos de combustíveis, em diferentes bairros da cidade. A informação foi divulgada pela Prefeitura Municipal, nesta quinta-feira (12). A ação tem como objetivo evitar que os consumidores sejam expostos a reajustes abusivos, diante da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, no Oriente Médio. Até o momento, a Petrobras não anunciou aumento nos preços praticados em suas refinarias (leia mais abaixo)

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Durante o monitoramento, a equipe registra os preços anunciados em cada um dos combustíveis e programa o retorno sem aviso prévio.

"Nós fomos procurados por moradores que relataram aumento de preço e decidimos intensificar o monitoramento. Ainda não há justificativa para o reajuste e temos que estar atentos a possíveis práticas que prejudicam a livre concorrência no mercado", explicou o diretor do Procon de Jacareí, Renan de Oliveira Corrêa.

IMPACTOS

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, chegou a encaminhar um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando investigação sobre recentes aumentos nos preços dos combustíveis. 

O pedido considera que embora a guerra no Oriente Médio provoque volatilidade no mercado internacional de petróleo, a Petrobras, principal fornecedora nacional, não anunciou aumento nos preços dos combustíveis vendidos em suas refinarias até o momento. 

Lula zera imposto e subsidia
diesel para conter alta do petróleo


Lucas Pordeus León
Agência Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

"[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come", afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário – até dia 31 de dezembro deste ano – e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência.

O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de mais R$ 0,32 por litro. Ao todo, as duas medidas devem reduzir o preço em R$ 0,64 por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais.

Para compensar a perda na arrecadação e incentivar o refino de petróleo no Brasil, o governo passará a cobrar uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.

Foi publicado ainda um segundo decreto, esse em cateter permanente, com medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis para fins de especulação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que a abusividade deve ser definida por critérios objetivos a serem desenhados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP):

"Nós criamos dois novos tipos para caracterizar a abusividade do distribuidor, tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, quanto do aumento abusivo do preço que passa a ser fiscalizado pela ANP a partir de critérios objetivos que serão produto de uma resolução da agência."

IMPACTO ECONÔMICO
Com o imposto do PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.

O governo espera que esse valor seja compensado pelo imposto de exportação sob o petróleo, com previsão de arrecadar R$ 30 bilhões até o final do ano.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou na coletiva que as mudanças não alteram a política de preço da Petrobras, mantendo a previsibilidade e o retorno aos acionistas privados minoritários da estatal.

 

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