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Caoa Chery ignora negociação e inicia demissões na montadora, em Jacareí

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Caoa Chery ignora negociação e inicia demissões na montadora, em Jacareí

Sindicato considerou a decisão 'arbitrária' e convocou trabalhadores para uma assembleia.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Weller Gonçalves, fala com trabalhadores da Chery durante ocupação da fábrica, na terça-feira (24). Foto- Divulgação/Sindmetal/SJC

Mesmo em meio às negociações com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Caoa Chery iniciou a demissão de cerca de 480 trabalhadores na fábrica de Jacareí. A montadora enviou telegramas para funcionários, na quarta-feira (25), comunicando que os contratos estão rescindidos. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região considerou a decisão 'arbitrária' e convocou todos os trabalhadores para uma assembleia na tarde desta quarta (25), em frente à fábrica.

A entidade reafirma que vai buscar na mobilização e nos tribunais todas as medidas para o cancelamento das demissões. O Sindicato defende a abertura de layoff por cinco meses mais estabilidade no trabalho de três meses. Para os metalúrgicos que não quiserem aderir ao layoff, a reivindicação é de uma indenização social de 20 salários nominais e extensão dos benefícios por 18 meses, conforme proposta do MPT.

"A demissão em massa mostra total desrespeito aos trabalhadores, ao Sindicato e ao próprio MPT, já que as negociações ainda estão em andamento", afirma em nota.

QUEBRA DE ACORDO
Em reunião com o Sindicato, no dia 10, a direção da fábrica havia se comprometido a abrir o programa de suspensão de contrato. Três dias depois, voltou atrás e anunciou que manteria as demissões.

Ainda de acordo com a entidade que representa a categoria, essa não é a primeira vez que a empresa 'desrespeita as relações com trabalhadores e Sindicato'. "Logo que começou a operar em Jacareí, em 2015, a Chery recusava-se a cumprir a convenção coletiva dos metalúrgicos, inclusive com piso salarial inferior ao de outras montadoras. A conduta, somada a denúncias de precarização do trabalho e assédio moral, levou à deflagração da primeira greve na fábrica, com um mês de duração", relembra.

O Sindicato afirma que continuará cobrando do governo do estado, da Prefeitura de Jacareí e da Câmara Municipal que não aceitem o fechamento da fábrica e as demissões, considerando as isenções fiscais e benefícios concedidos à montadora. 

 

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Quinta, 07 Julho 2022

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