Sábado, 13 Julho 2024

Polícia Federal deflagra operação contra 'milícia privada' na região

Polícia'Hoste do Vale'

Polícia Federal deflagra operação contra 'milícia privada' na região

Grupo também contava com agentes públicos, que repassavam informações sobre vítimas e possíveis ações policiais. 

Viaturas da PF durante a operação 'Hoste do Vale', nesta quinta-feira (29), em São José dos Campos. Foto- Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou a operação 'Hoste do Vale', na manhã desta quinta-feira (29), com o objetivo de combater uma milícia privada comandada por particulares e integrada por agentes públicos que, por meio de ameaças e do emprego da força, atuavam para praticar diversos outros crimes.

Na ação de hoje, cerca de 90 policiais federais cumprem 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Criminal da Justiça Estadual de São José dos Campos, nos municípios de São José dos Campos (2), Jacareí (7), Santa Branca (3), Mauá (2), Mogi das Cruzes (1) e Guarulhos (1).

A investigação, iniciada a partir dos desdobramentos da operação 'Pau na Gata I', deflagrada em outubro de 2019, revelou a existência de uma milícia particular comandada por um ex-presidente de um sindicato de São José dos Campos e formada tanto por servidores públicos quanto por civis.

O referido grupo foi responsável pela coerção e intimidação praticada por meio de violência física e moral contra pessoas relacionadas à uma refinaria em São José, além de ataques contra bens ligados à refinaria, como depredação de ônibus e veículos particulares. Tais fatos ocorreram em 2019.

O trabalho investigativo também comprovou a ligação entre os vários membros do grupo criminoso, os quais possuíam tarefas bem definidas dentro da estrutura da organização, que manteve suas atividades ilícitas inclusive para a defesa de outros interesses de terceiros.

Além da contratação de homens responsáveis por atos violentos e graves ameaças a bens e pessoas, a milícia contava com o apoio de agentes públicos que, se valendo dessa posição, realizavam consultas em bancos de dados para repassar aos líderes do grupo informações privilegiadas sobre vítimas e possíveis ações policiais em desfavor da organização criminosa.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de milícia privada, divulgação de segredo e falsidade ideológica, além de delitos relacionados à posse, porte e comercialização ilegal de armas de fogos. Se condenados, a pena pode chegar até 33 anos de prisão. 

 

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