Sábado, 25 Abril 2026

Investigação: Quando o tremor não deve ser ignorado

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Investigação: Quando o tremor não deve ser ignorado

O tremor não é uma doença em si, mas um sinal que pode estar ligado a diferentes condições neurológicas.  

No Parkinson, o tremor costuma surgir mais em repouso e pode vir acompanhado de rigidez e lentidão dos movimentos. Foto- Ilustração

Algumas pessoas associam o tremor ao nervosismo, ao cansaço ou ao avanço da idade. Em alguns casos, isso pode acontecer mesmo. Mas, quando o sintoma passa a ser frequente, progressivo ou começa a atrapalhar tarefas simples, como escrever, segurar objetos ou se alimentar, ele merece investigação especializada. O tremor não é uma doença em si, mas um sinal de que pode estar ligado a diferentes condições neurológicas, como tremor essencial e doença de Parkinson.

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O alerta ganha ainda mais relevância diante do avanço do Parkinson no país. Estudo publicado na The Lancet Regional Health – Americas estima que mais de 500 mil brasileiros com 50 anos ou mais viviam com a doença em 2024, e que esse número pode ultrapassar 1,2 milhão até 2060.

Segundo o neurocirurgião funcional Dr. Murilo Marinho, especialista em Parkinson, tremor essencial e outros distúrbios do movimento, um dos principais erros é normalizar o sintoma sem observar seu padrão e sua evolução.

"Nem todo tremor é igual. O contexto em que ele aparece, a frequência e o impacto na rotina ajudam a entender se estamos diante de algo benigno ou de um quadro que precisa de avaliação mais detalhada", afirma. O médico apresenta atuação focada em doença de Parkinson, tremor essencial, distonia e distúrbios do movimento.

PARKINSON
Na doença de Parkinson, o tremor costuma surgir mais em repouso e pode vir acompanhado de rigidez e lentidão dos movimentos. Já no tremor essencial, ele tende a aparecer mais durante a ação ou na manutenção de posturas. "Quando o tremor começa a limitar atividades do dia a dia, impactar a autonomia ou surgir junto com outros sintomas, não faz sentido adiar a procura por um especialista", diz Dr. Murilo Marinho.

O tratamento depende da causa e da intensidade dos sintomas. Pode envolver acompanhamento clínico, medicamentos e, em alguns casos, procedimentos como a estimulação cerebral profunda (DBS), indicada para pacientes selecionados com Parkinson, tremor essencial e outros distúrbios do movimento.

"Hoje, temos recursos para controlar melhor os sintomas e devolver qualidade de vida a muitos pacientes. O mais importante é não ignorar sinais que persistem", conclui o especialista. 

 

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