Livro traz um relato fiel da trajetória do craque, com relatos exclusivos do pai do jogador, de treinador e de ex-presidente da FIFA.
A convocação da seleção de futebol da Argentina para a Copa do Mundo 2026, que será disputada entre os dias 11 de junho e 19 de julho, simultaneamente nos Estados Unidos, México e Canadá, reforça um momento histórico para Lionel Messi. Ao confirmar presença no torneio, o craque pode se tornar o primeiro jogador a disputar seis edições do Mundial.
Além do marco inédito, Messi entra em campo com chances reais de quebrar recordes importantes. Ele soma 13 gols e pode superar a marca de Miroslav Klose; tem 16 vitórias e está próximo de ultrapassar o recorde histórico. Pode disputar sua terceira final e ainda se isolar como o atleta com mais participações em Copas do Mundo, superando nomes como Cristiano Ronaldo e Lothar Matthäus.
Esse contexto ganha ainda mais dimensão com o lançamento do livro 'Messi: O Gênio Completo', da Editora Hábito. Escrita pelo jornalista argentino Ariel Senosiain, a obra reúne 68 entrevistas exclusivas e revisita a trajetória do jogador até a conquista do título mundial, trazendo bastidores e histórias pouco conhecidas sobre sua carreira.
RELATOS
Entre os relatos, estão o erro no nome em sua primeira convocação, os desafios enfrentados na infância com o tratamento de crescimento, a previsão de Ronaldinho sobre seu talento ainda adolescente e episódios marcantes dentro e fora de campo.
O livro já está disponível e amplia o olhar sobre um dos maiores nomes da história do futebol justamente no momento em que ele pode atingir novos feitos inéditos pela seleção argentina.
CONFIRA 5 CURIOSIDADES
EXTRAÍDAS DA OBRA
O erro de nome na primeira convocação
A trajetória na seleção argentina quase começou com o nome errado. Quando Omar Souto, funcionário da AFA (Associação do Futebol Argentino), conseguiu o telefone da família Messi após folhear páginas amarelas em uma cabine telefônica, ele ligou para Jorge Messi e disse: "Temos interesse em convocar o Leonardo". O pai corrigiu imediatamente: "O nome do meu filho é Lionel!"
A superação física para ficar mais alto
Antes de ser um gigante nos gramados, Messi enfrentou um desafio que quase barrou sua carreira. Diagnosticado com deficiência de hormônio de crescimento, ele media apenas 1,26m aos onze anos. Aos treze, já medindo 1,50m, intensificou o tratamento na base do Barcelona. E precisou de uma disciplina rigorosa, aplicando injeções de somatotropina sintética em si mesmo até atingir seus 1,70m.
O aval de Ronaldinho Gaúcho: "Melhor do que eu"
Em 2004, quando Messi era só um adolescente silencioso na pré-temporada do Barcelona na China, Ronaldinho Gaúcho já previa o futuro. O ídolo brasileiro, que vivia o auge de sua carreira e era o atual melhor do mundo, disse categoricamente à jornalista Cristina Cubero: "Esse cara vai ser melhor do que eu".
O estilo 'misterioso' mais conhecido do planeta
Alvo de teorias sobre sua introspecção, Messi é descrito no livro como alguém que "anda no campo enquanto observa o que acontece". Seu pai revela que, desde criança, ele "se desligava" do que acontecia no jogo, parecendo ausente, até que recebia a bola e marcava o gol. Na sua primeira vez como capitão (2010), ele era tão tímido que "travou" ao tentar fazer o discurso motivacional no vestiário.
O painel que quase quebrou seu tornozelo
Em 2012, num amistoso épico em Nova Jersey, Messi marcou três gols contra o Brasil na vitória argentina por 4 a 3. A comemoração do terceiro gol (uma pintura onde ele driblou Marcelo e chutou no ângulo) foi tão insana que o elenco e a comissão técnica pularam sobre ele, derrubando um painel publicitário. O massagista Marcelo D'Andrea e o goleiro Orion tiveram que segurar o cartaz com as mãos para evitar que caísse sobre o craque e quebrasse seu tornozelo.
SERVIÇO
Sobre o autor
Ariel Senosiain é palestrante e escritor. Nascido na Argentina, o jornalista desenvolveu sua carreira dentro da informação esportiva, com especial atenção ao mundo do futebol e seus principais treinadores e jogadores.